Secretaria de Educação é advertida por descaso com ensino especial

Em vistoria, Ministério Público de Contas encontra problemas graves em unidades da rede pública do DF. Alguns ameaçam a segurança dos alunos

atualizado

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Rafaela Felicciano/Metrópoles
escola especial brasilia
1 de 1 escola especial brasilia - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

A Secretaria de Educação recebeu uma advertência para melhorar imediatamente a estrutura de Centros de Educação Especial (CEEs) no Distrito Federal. Auditoria do Ministério Público de Contas (MPC) identificou que as unidades do Gama, Guará, Planaltina e Sobradinho devem fazer reparos na rede elétrica, nos reservatórios de água e em piso para quadra de esportes, além de contratar pessoal e até retirar edificações irregulares erguidas nos terrenos das unidades.

Os problemas nos centros de ensino são variados. Mas poderiam ser maiores, conforme destaca o relatório produzido pelos auditores, não fosse o esforço da comunidade escolar em realizar os reparos por conta própria. A rede pública de ensino do DF conta hoje com 13 centros de ensino especial e 2.339 alunos.

No CEE 1 do Guará, por exemplo, os auditores apontaram uma falha grave no reservatório de água. O relatório diz que a “corrosão verificada pode ocasionar a queda do equipamento (caixa d’água)”, provocando um acidente, pois o reservatório fica perto das salas de aula.

Em 2011, a direção da escola fez o pedido do reparo na caixa d’água e recebeu, cinco anos depois do pedido e ainda como solução paliativa, um novo reservatório de 5 mil litros. “É preciso melhoria nesse sentido, falta água por causa da piscina. Acredito que a escola poderia ter mais bebedouros”, avalia Balbina Oliveira, mãe de Rafaela Oliveira, 4 anos, aluna do CEE do Guará.

Rede elétrica
O MPC apontou que a unidade de Sobradinho tem 47 anos e sofre frequentemente com quedas de energia. “Temos alunos que fazem uso de oxigênio e, quando a energia cai, precisamos recorrer aos pais ou ao Samu para atendê-los. Há três anos, caiu um raio na escola e, desde então, nada tem funcionado direito na parte elétrica”, reconhece o diretor Juraci Ribeiro.

Sabemos das dificuldades do governo, mas está faltando um olhar atento para os especiais. Eu mesmo faço doações e ajudei a construir banheiro lá.

Walter Rezende, pai de um aluno do CEE 1, em Sobradinho
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Tatiane e o filho Kleber Lucas, no CEE 01 do Guará
Aluno do CEE do Guará durante aula
Relatório apontou risco de queda em reservatório de água no CEE do Guará
GDF enviou caixa d'água à escola como solução paliativa
Balbina e a filha Rafaela, do CEE do Guará
CEE 01 do Guará deverá receber reparos na parte elétrica
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CEE 01 do Guará deverá receber reparos na parte elétrica

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Tatiane e o filho Kleber Lucas, no CEE 01 do Guará
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Tatiane e o filho Kleber Lucas, no CEE 01 do Guará

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Aluno do CEE do Guará durante aula
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Aluno do CEE do Guará durante aula

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Relatório apontou risco de queda em reservatório de água no CEE do Guará
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Relatório apontou risco de queda em reservatório de água no CEE do Guará

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GDF enviou caixa d'água à escola como solução paliativa
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GDF enviou caixa d'água à escola como solução paliativa

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Balbina e a filha Rafaela, do CEE do Guará
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Balbina e a filha Rafaela, do CEE do Guará

Rafaela Felicciano

Em Planaltina, é apontada a necessidade de reforma na quadra de esporte, que encontra-se com “superfície rachada e desníveis”. A estrutura física, composta de madeira e telhas de amianto, também está comprometida, segundo o relatório do MPC. O documento destaca, ainda, que o local oferece riscos porque a instalação do gás está entre pavilhões e salas de aula. A interminável lista cobra soluções para a cantina, banheiros e parquinho.

No CEE 1 do Gama, a denúncia é sobre a “detenção irregular de imóvel público de uso especial para finalidade privada”. O local conta com três quiosques e uma lixeira de conglomerado comercial dentro do perímetro da escola.

Providências
Em decisão publicada no Diário Oficial (DODF) nesta semana, o Tribunal de Contas do DF (TCDF) determinou que a Secretaria de Educação resolva os problemas apontados na ação oferecida pela Quarta Procuradoria do Ministério Público de Contas.

Os processos referentes aos CEEs do Guará e de Sobradinho já foram publicados no DODF e a Secretaria de Educação tem 30 dias para atender os pedidos. Os casos do Gama e de Planaltina não foram apreciados pelo TCDF.

O outro lado
A Secretaria de Educação respondeu que os setores responsáveis já foram notificados. A documentação comprobatória relativa à diligência imposta pelo Tribunal de Contas será respondida nas próximas semanas.

A pasta esclarece que as escolas da rede pública contam com o Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF), que auxilia no custeio de despesas como a aquisição de materiais de consumo, contratação de pessoal, serviços de manutenção, entre outros. De acordo com a secretaria, a média de recursos financeiros é de R$ 55 por aluno.

No relatório, entretanto, o MPC informa que “o parco valor descentralizado por meio do PDAF” é insuficiente para os reparos.

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