Corpo de professor que estava desaparecido é encontrado
No Facebook, a mãe de Carlos, Virgínia Miranda, publicou que a morte do filho foi confirmada. “Ele agora é um anjo no céu”, disse
atualizado
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O corpo do professor de física Carlos Brasileiro Pita, 31 anos, foi encontrado próximo ao Salto do Indaiá, perto de Planaltina de Goiás, a cerca de 75km de Brasília, às 14h desta segunda-feira (26/12).
A polícia ainda investiga a causa da morte, mas segundo o pai do jovem, Paulo Pita, suspeita-se de que ele estava fazendo uma trilha e tenha escorregado de uma ribanceira, batendo a cabeça no solo.
Equipes do Corpo de Bombeiros com auxílio de cães farejadores começaram as buscas pelo homem ainda no domingo (25/12), mas os trabalhos foram interrompidos à noite e retomados na manhã desta segunda-feira.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o Ford Ka usado pelo professor está no estacionamento da cachoeira desde 22 de dezembro, com os pertences e as roupas de Carlos. “Foram deslocados três viaturas e quatro mergulhadores para o local”, disse a corporação, por meio de nota.No Facebook, a mãe de Carlos, Virgínia Miranda, publicou que a morte do filho foi confirmada. “Ele agora é um anjo no céu”, disse.

Carlos Brasileiro Pita estava sem entrar em contato com a família desde a quinta-feira (22). Ele foi visto pela última vez ao sair do apartamento onde morava, na 912 Norte.
Segundo o pai de Carlos, o rapaz nunca havia ficado tanto tempo sem dar notícias. O jovem era professor de física da rede pública e lecionava em Santa Maria.
Profissional dedicado e querido pelos alunos
Ainda em choque com a morte de Carlos, parentes, amigos, alunos e colegas de trabalho tentavam assimilar a tragédia. Na lembrança de todos, a imagem de um jovem alegre e brincalhão, ao mesmo tempo em que era um profissional exemplar.
Por conta do desempenho como professor, Carlos tinha assumido, recentemente, o cargo de coordenador do colégio onde trabalhava, o Centro de Ensino Médio 417, em Santa Maria. Ele ainda começaria um mestrado em 2017. “Fez a inscrição na terça-feira (20) e, então, viajou”, conta o pai. Naquele mesmo dia, o último em que Paulo viu o filho com vida, os dois comeram uma pizza.

Ainda de acordo com Paulo Pita, o filho era um rapaz exemplar. “O Carlos era meu amigão, viveu intensamente e se dedicava a tudo aquilo que fazia. Ele era muito querido, fazia amizade fácil. Gostava de viajar, curtir a vida. Com certeza, cumpriu sua missão aqui na Terra.”
A saudade também é grande por parte de estudantes e colegas de trabalho. Amanda Mattos, 18 anos, era aluna de Carlos e adorava o professor. “Ele era muito brincalhão e sorridente. Um excelente profissional e sempre confiante na matéria para poder ensinar os alunos. Todo mundo se dava superbem com ele. Tinha muito respeito por todos. Um ótimo professor”, diz.

O bom humor, aliás, era forte característica de Carlos. A professora de física Juliana Ferreira, 34, que trabalhava com Carlos no CEM 417, conta: “Ele era superalegre, brincalhão, cheio de sonhos. Gostava muito de sorrir e estava sempre pronto a ajudar as pessoas”.

André Reis, 30 anos, também é professor e chegou a trabalhar com Carlos no Colégio Alub. “Parecia ser uma pessoa feliz. Estava sempre sorridente e tratava todos com respeito. Tanto que os colegas todos gostavam dele.”
Um dos alunos enviou ao Metrópoles um vídeo do professor. Veja
https://youtu.be/zbXJCfNsE6k
Homenagem
Estudantes do Centro de Ensino Médio 417 estão organizando uma homenagem para Carlos Pita na escola. A ideia é levar faixas e cartazes à instituição e cantar músicas em lembrança ao professor. Todos vão de branco, mas os detalhes ainda estão sendo discutidos pelo grupo.
Até a última atualização desta reportagem, ainda não havia notícias sobre o horário nem o dia da cerimônia de sepultamento.
