Corpo de professor que estava desaparecido é encontrado

No Facebook, a mãe de Carlos, Virgínia Miranda, publicou que a morte do filho foi confirmada. "Ele agora é um anjo no céu", disse

atualizado 26/12/2016 22:04

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O corpo do professor de física Carlos Brasileiro Pita, 31 anos, foi encontrado próximo ao Salto do Indaiá, perto de Planaltina de Goiás, a cerca de 75km de Brasília, às 14h desta segunda-feira (26/12).

A polícia ainda investiga a causa da morte, mas segundo o pai do jovem, Paulo Pita, suspeita-se de que ele estava fazendo uma trilha e tenha escorregado de uma ribanceira, batendo a cabeça no solo.

Equipes do Corpo de Bombeiros com auxílio de cães farejadores começaram as buscas pelo homem ainda no domingo (25/12), mas os trabalhos foram interrompidos à noite e retomados na manhã desta segunda-feira.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o Ford Ka usado pelo professor está no estacionamento da cachoeira desde 22 de dezembro, com os pertences e as roupas de Carlos. “Foram deslocados três viaturas e quatro mergulhadores para o local”, disse a corporação, por meio de nota.

No Facebook, a mãe de Carlos, Virgínia Miranda, publicou que a morte do filho foi confirmada. “Ele agora é um anjo no céu”, disse.


Carlos Brasileiro Pita estava sem entrar em contato com a família desde a quinta-feira (22). Ele foi visto pela última vez ao sair do apartamento onde morava, na 912 Norte.

Segundo o pai de Carlos, o rapaz nunca havia ficado tanto tempo sem dar notícias. O jovem era professor de física da rede pública e lecionava em Santa Maria.

Profissional dedicado e querido pelos alunos
Ainda em choque com a morte de Carlos, parentes, amigos, alunos e colegas de trabalho tentavam assimilar a tragédia. Na lembrança de todos, a imagem de um jovem alegre e brincalhão, ao mesmo tempo em que era um profissional exemplar.

Por conta do desempenho como professor, Carlos tinha assumido, recentemente, o cargo de coordenador do colégio onde trabalhava, o Centro de Ensino Médio 417, em Santa Maria. Ele ainda começaria um mestrado em 2017. “Fez a inscrição na terça-feira (20) e, então, viajou”, conta o pai. Naquele mesmo dia, o último em que Paulo viu o filho com vida, os dois comeram uma pizza.

 

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Ainda de acordo com Paulo Pita, o filho era um rapaz exemplar. “O Carlos era meu amigão, viveu intensamente e se dedicava a tudo aquilo que fazia. Ele era muito querido, fazia amizade fácil. Gostava de viajar, curtir a vida. Com certeza, cumpriu sua missão aqui na Terra.”

A saudade também é grande por parte de estudantes e colegas de trabalho. Amanda Mattos, 18 anos, era aluna de Carlos e adorava o professor. “Ele era muito brincalhão e sorridente. Um excelente profissional e sempre confiante na matéria para poder ensinar os alunos. Todo mundo se dava superbem com ele. Tinha muito respeito por todos. Um ótimo professor”, diz.

 

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O bom humor, aliás, era forte característica de Carlos. A professora de física Juliana Ferreira, 34, que trabalhava com Carlos no CEM 417, conta: “Ele era superalegre, brincalhão, cheio de sonhos. Gostava muito de sorrir e estava sempre pronto a ajudar as pessoas”.
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André Reis, 30 anos, também é professor e chegou a trabalhar com Carlos no Colégio Alub. “Parecia ser uma pessoa feliz. Estava sempre sorridente e tratava todos com respeito. Tanto que os colegas todos gostavam dele.”

Um dos alunos enviou ao Metrópoles um vídeo do professor. Veja

 

Homenagem
Estudantes do Centro de Ensino Médio 417 estão organizando uma homenagem para Carlos Pita na escola. A ideia é levar faixas e cartazes à instituição e cantar músicas em lembrança ao professor. Todos vão de branco, mas os detalhes ainda estão sendo discutidos pelo grupo.

Até a última atualização desta reportagem, ainda não havia notícias sobre o horário nem o dia da cerimônia de sepultamento.

 

 

 

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