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No happy hour do verão, na balada com os amigos durante o fim de semana, na comemoração especial ou no date romântico: o drink será onipresente em 2017. Ao menos é essa a aposta do bartender e especialista em mixologia Victor Quaranta. A pedido do Metrópoles, o expert elencou as principais tendências que vão movimentar a cena da coquetelaria no País.

1. Drink sem ostentação e com toque local
Segundo Victor, a coquetelaria deverá ganhar mais visibilidade em 2017, mas os drinks seguirão linhas mais simples. “Vamos ver várias casas e barmans investindo em composições e conceitos menos pomposos e sem aquela ostentação para aparecer gourmet”, antecipa.

A presença dos produtos naturais e das frutas da estação também deve aumentar. “Estamos mais conscientes quando o assunto é consumo. O pensamento que os barmans mais instruídos deverão levar para o mercado é: em vez de usar cranberry, que é algo importado, use a gabiroba, que é local, fresca e in natura”.

Para o verão, a sugestão de Victor é trabalhar a acidez de frutas como abacaxi, a maçã-verde, além dos diferentes tipos de limão em coquetéis mais refrescantes.

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2. Gim com bases aromáticas
Condimentado. Herbáceo. Aromático. O gim conquistou status de protagonista em 2016 e deve continuar em alta nos próximos meses.  “Ele desafia o bartender, pois é uma bebida complexa, de poucos amigos: precisa-se combinar apenas dois ou três elementos para finalizar”, analisa Victor.

“Mas apesar de ter aberto as portas para esse nicho das bebidas aromáticas, acredito que vai acabar o ano entrando numa fase ‘mais do mesmo’ e paralelamente devemos ver também a valorização da cachaça branca e até o retorno da tequila”, adianta o connoisseur.

Os bitters concentrados (angostura) também seguirão fazendo sucesso justamente por proporcionar a possibilidade de harmonizar aromas diversos. “A angostura handmade é um selo de que a casa tem autonomia quando o assunto é mixologia”, diz.

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3. Coco e cacau
Em 2016 vimos o coco se tornar protagonista e queridinho absoluto através do óleo de coco, farinha de coco, manteiga de coco e etc. De acordo com Victor a febre alcançará a coquetelaria em 2017. “É ótimo para coquetéis refrescantes. Pode-se trabalhar tanto com a água quanto com a polpa e subprodutos da água, como um xarope ou infusões”, sugere.

O cacau in natura também ganhará destaque especial. “Atualmente trabalhamos com licor e nibs, mas vamos ver ele muito mais presente. É uma fruta que tem muito da identidade brasileira e oferece um visual rústico”, aposta.

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4. Geleia, sim
“O drink perfeito é um equilíbrio entre o álcool, o doce e a acidez para dar contraponto”, ensina Victor. E para trabalhar o fator adocicado de maneira criativa, Victor tem investido nas geleias.

“Tenho gostado muito de trabalhar as diferenças de textura, cor e sabor potencializado. A geleia tem ainda um quê translúcido que não deixa o coquetel opaco, mas ainda garante personalidade a composição”, conta. “Minhas favoritas são: café, damasco, menta e pimentão vermelho”, completa.

Vale lembrar que por se tratar de frutas que passaram por um processo de refinamento e adição excessiva de açúcar, as geleias podem contribuir para o aumento do teor calórico do coquetel.

Leonardo Arruda/Metrópoles

Victor Quaranta

 

Proprietário da escola de barman Drinks e Barman, Victor Quaranta tem no currículo duas operações focadas em coquetelaria na cidade, o Paradiso Cine Bar, localizado na quadra 306 da Asa Sul e o Tabuada Bar, que fica na 101 do Sudoeste. Atualmente ele se desligou de ambas as sociedades, mas segue colaborando com o Paradiso e prestando consultoria para série de casas com perfis diversos como Quinto Bar, Loca como tu madre, Ancho Bistrô de Fogo, Manatí Restaurante e Bar, Berimbau Brasil, Nazô Sushi Bar, Doce Balanço e Zero61 Restaurante e Lounge.

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