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Um dos sobreviventes da chacina que deixou 12 pessoas mortas em uma festa de ano-novo em Campinas (SP) teria se fingido de morto para não levar mais tiros, segundo sua irmã disse à Folha de S. Paulo.

Sandro Regis Donato, 44 anos, foi ferido no abdômen. A assessoria de imprensa do Hospital Municipal Mário Gatti, onde ele foi socorrido, informou que o homem passou por cirurgia e está estável. O hospital não informou se ele ainda corre risco de morte.

“Meu irmão se fingiu de morto para não morrer. Ele levou o primeiro tiro, caiu e ficou sem se mexer. Graças a Deus, ele está vivo, mas estamos todos muito abalados”, disse a mulher, que não quis se identificar.

Ela deu o depoimento no momento em que saía da casa onde aconteceu o crime. De acordo com o jornal, o imóvel foi lavado e o sangue das vítimas escorreu pela calçada. Um tapete sujo de sangue e quatro sacos de lixo foram amontoados em frente à casa.

Fogos de artifício
Uma vizinha ouvida pelo jornal contou que na casa de Antônia Dalva Ferreira de Freitas, morta na chacina, ainda moravam um genro, a filha e um neto de 17 anos, que conseguiu escapar. “Eles eram como se fossem da nossa família. Eram todos unidos. Acredito que estavam festejando o ano-novo”, disse a mulher.

Outras testemunhas contam que, como o crime ocorreu faltando cerca de cinco minutos para a meia-noite, os tiros foram confundidos com fogos de artifício.

Sidnei Ramis de Araújo invadiu uma casa em Campinas, no interior de São Paulo, antes da virada e matou a ex-mulher, o filho de 8 anos, e outras 10 pessoas, a maioria parentes da ex. Os dois brigavam na Justiça pela guarda do menino. Em seguida, ele se matou. O crime foi registrado como homicídio qualificado seguido de suicídio.

 

 

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