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O pedido de condenação contra o ex-senador Gim Argello, o ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro e o dono da UTC Ricardo Pessoa, além de outras seis pessoas investigadas na Lava Jato, foi reforçado pelo Ministério Público Federal (MPF). As alegações finais foram protocoladas no sistema da Justiça Federal do Paraná na noite de sexta-feira (23/9) — essa é a última etapa na tramitação antes da sentença do juiz.

Os acusados são citados por organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. No documento, os procuradores dizem também que o segundo interrogatório de Léo Pinheiro, pedido pelo próprio réu, não ajudou nas investigações. Além disso, há no depoimento do ex-presidente da OAS uma estratégia de contenção de danos por ele ter negado fatos comprovados e ter protegido aliados.

O empreiteiro, que estava em liberdade, foi preso novamente no início de setembro para evitar riscos às investigações da Lava Jato. Já Gim Argello foi preso em sua casa no Lago Sul, durante a Operação Vitória de Pirro, 28ª fase da Lava Jato, deflagrada em abril deste ano. O nome do ex-senador apareceu na delação de Delcídio do Amaral. Segundo o relato, Gim e outros parlamentares cobravam R$ 5 milhões de empreiteiros investigados na Lava Jato para que eles não fossem chamados para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.

 


 

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gim argello
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