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O presidente Michel Temer (PMDB) abriu nesta terça-feira (20/9) o pronunciamento dos chefes de Estado e de Governo que estão em Nova York (EUA) para participar da 71ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em seu discurso, Temer disse que o impeachment de Dilma Rousseff (PT) respeitou a Constituição.

Temer falou rapidamente sobre o assunto. Ele disse apenas que foi um processo longo e complexo que ocorreu de acordo com a Constituição. “Tudo transcorreu dentro do mais absoluto respeito constitucional. O fato de termos dado esse exemplo ao mundo implica que não há democracia sem Estado de Direito”.

O presidente destacou ainda que a principal missão do país é a retomada do crescimento econômico e a criação de emprego “aos milhões de brasileiros” que ficaram sem trabalho nos últimos anos. “Temos clareza sobre o caminho a seguir: o caminho da responsabilidade fiscal e da responsabilidade social. A confiança já começa a restabelecer-se, e um horizonte mais próspero já começa a desenhar-se.”

Durante o discurso, Temer afirmou que é contra “manifestações de demagogia” e que busca – tanto para o Brasil como para o mundo – um desenvolvimento sustentável e respeito aos direitos humanos. Além disso, afirmou que “o mundo carece de normas que atenuem as assimetrias da globalização” e se colocou contrário às políticas de protecionismo. “O Brasil é obra de imigrantes, homens e mulheres de todos os continentes. Repudiamos todas as formas de racismo, xenofobia e outras manifestações de intolerância”, diz.

Não nos podemos encolher diante desse mundo. Ao contrário, temos de nos unir para transformá-lo."
Michel Temer

Ao falar sobre os progressos na América Latina, o presidente brasileiro lembrou o acordo do governo da Colômbia com as Farc (Forças Revolucionárias) e falou sobre o fim do embargo econômico contra Cuba. “O restabelecimento das relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos demonstra que não há animosidade eterna ou impasse insolúvel”, disse. O presidente disse ainda que o Mercosul é marcado por divergências políticas, mas diz que “isso é natural e salutar”.

Antes da fala de Temer, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, discursou. Ele criticou as organizações que “patrocinam” a guerra na Síria e afirmou que quem apoia a máquina da guerra “tem as mãos sujas de sangue”. Além disso, pediu o fim da discriminação contra os refugiados sírios, afirmando que deve haver um combate contra as causas que levam as pessoas a deixarem seus países. O secretário também lembrou do Acordo de Paris, que definiu novas propostas para a mudança climática no mundo, e disse que o documento deve entrar em vigor até o fim de 2016.

Após a fala de Temer, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, irá discursar na ONU, assim como os líderes franceses, François Hollande, argentino, Mauricio Macri, e italiano, Matteo Renzi.

Compromissos em Nova York
O presidente Michel Temer está participando de outros encontros em Nova York. Na segunda-feira (19), durante reunião bilateral, ouviu do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, que contará com sua ajuda para divulgar o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), lançado pelo governo brasileiro na semana passada, aos demais países europeus. Já com o uruguaio Tabaré Vázquez, o peemedebista destacou a necessidade da eliminação de barreiras internas do Mercosul.

Nesta terça-feira, Temer se encontrará com o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski. À tarde, ele deve se reunir com Klaus Schwab, fundador e presidente do Fórum Econômico Mundial. Após assumir definitivamente a Presidência da República no último dia 31 de agosto, esta será a primeira participação do presidente em um evento da ONU.  (Com informações da Agência Brasil)

 

 

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