Defesa de Lula tentou barrar depoimento de Emílio Odebrecht

Segundo a defesa, havia “impossibilidade de análise do material até as 14h” desta segunda-feira (5/6), horário do início das audiências

atualizado

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Luiz Inácio Lula da Silva durante evento do PT em Brasília. – Brasília(DF), 24/04/2017
1 de 1 Luiz Inácio Lula da Silva durante evento do PT em Brasília. – Brasília(DF), 24/04/2017 - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

Cerca de uma hora e meia antes do início das audiências do patriarca da Odebrecht, Emílio Odebrecht, e do executivo da empreiteira Alexandrino Alencar, os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entraram com um habeas corpus, com pedido liminar, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). O objetivo do petista é cancelar os depoimentos. As audiências estavam marcadas para começar às 14h desta segunda-feira (5/6).

O advogado Cristiano Zanin Martins argumenta que o juiz federal Sérgio Moro “deu ciência às partes” nesta segunda sobre documentos juntados pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre delações de executivos do grupo Odebrecht. Segundo a defesa, há “impossibilidade de análise do material até as 14h”.

A solicitação para o adiamento dos depoimentos havia sido feita a Moro, que negou. A defesa foi, então, ao TRF-4. “O pedido está baseado na violação das garantias do contraditório, da ampla defesa e da paridade de armas”, diz a defesa em nota.

“Seja concedida a medida liminar para determinar o cancelamento da audiência agendada para o dia 5 de junho de 2017, às 14h00, na qual serão colhidos os depoimentos de Alexandrino de Salles Ramos Alencar e Emílio Alves Odebrecht”, pediu a defesa. “Caso não haja apreciação do pedido antes da realização da audiência em tela, requer-se seja declarada a nulidade do ato e a sua imprestabilidade para a instrução do processo, com o desentranhamento dos autos.”

Os executivos da Odebrecht vão prestar depoimento em ação penal sobre propinas pagas pela empreiteira, no esquema que seria liderado pelo ex-presidente. Os valores teriam chegado a R$ 75 milhões em oito contratos com a Petrobras e incluíram terreno de R$ 12,5 milhões para o Instituto Lula e cobertura vizinha à residência de Lula, em São Bernardo, de R$ 504 mil.

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