O motivo de Ronnie Lessa pedir para sair de Tremembé após série

Ronnie Lessa, assassino confesso da vereadora Marielle Franco, foi transferido para penitenciária em Brasília nesse sábado (22/11)

atualizado

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Ronnie Lessa confessou a autoria dos disparos que mataram Marielle Franco
1 de 1 Ronnie Lessa confessou a autoria dos disparos que mataram Marielle Franco - Foto: Reprodução/Instagram

Apesar da repercussão da série Tremembé com histórias do passado, a rotina no presídio ainda rende episódios curiosos. No sábado (22/11), Ronnie Lessa, ex-policial militar e assassino confesso da vereadora Marielle Franco, foi transferido da Penitenciária 1 de Tremembé para uma unidade em Brasília, após quatro tentativas da defesa.

Segundo os advogados, Lessa acreditava estar sendo envenenado pela comida servida na prisão. Ele estava sozinho em uma cela quando começou a se sentir mal ao ingerir as refeições da unidade, o que motivou o pedido de transferência. As informações foram reveladas pelo O Globo.

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Ministro Alexandre de Moraes negou pedido da defesa de Ronnie Lessa
Marielle Franco
Além de Marielle, criminosos assassinaram Anderson Gomes, motorista do carro em que ela estava
Saulo Carvalho, advogado de Ronnie Lessa
Socióloga e ativista, Marielle foi assassinada em 14 de março de 2018
Ronnie Lessa
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Ministro Alexandre de Moraes negou pedido da defesa de Ronnie Lessa
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Ministro Alexandre de Moraes negou pedido da defesa de Ronnie Lessa

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Além de Marielle, criminosos assassinaram Anderson Gomes, motorista do carro em que ela estava
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Saulo Carvalho, advogado de Ronnie Lessa

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Socióloga e ativista, Marielle foi assassinada em 14 de março de 2018
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Socióloga e ativista, Marielle foi assassinada em 14 de março de 2018

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A defesa afirmou que, no acordo de delação premiada, havia sido solicitado que ele ficasse na a Penitenciária 2 de Tremembé, conhecida como “presídio dos famosos”. Mas ele acabou levado para a Penitenciária 1, voltada a presos comuns e integrantes de facções. Por ser ex-policial, passou a temer pela própria segurança.

Em 6 de fevereiro, uma visita da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF) ao local, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, teria causado tensão entre a administração da unidade, segundo a defesa. Após a fiscalização, Lessa relatou mal-estar ao comer a comida do presídio e passou a se alimentar com biscoitos, perdendo cerca de 10 quilos. A defesa alegou que ele chegou a suspender um medicamento suspeito, mas os sintomas continuaram.

Uma petição de maio de 2024 relata que Lessa recusava a comida da penitenciária por considerá-la “imprópria para consumo”, consumindo apenas pão e itens enviados pela família. Ele ainda passou a responder a um Procedimento Administrativo Disciplinar acusado de promover uma greve de fome, o que a defesa nega. Foram feitos quatro pedidos de transferência, com indicação da Papuda ou, posteriormente, da Penitenciária IV do Distrito Federal.

Em 29 de setembro, a Polícia Federal enviou ao ministro Alexandre de Moraes uma notícia-crime protocolada pela defesa, relatando supostos crimes contra o preso, cujos detalhes estão sob sigilo. Após a análise, Moraes autorizou a transferência, realizada no sábado, para a Penitenciária IV do Distrito Federal, recém-inaugurada e considerada segura para proteger o delator.

Metrópoes procurou a Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo e o advogado Saulo Carvalho, que representa a defesa de Lessa, para comentar as suspeitas de crimes contra o condenado, mas nenhum dos dois se manifestou até a publicação deste texto.

Condenação

Em outubro de 2024, Lessa foi condenado a 78 anos e nove meses de prisão por duplo homicídio. Detido desde 2019, Lessa passou por penitenciárias federais de segurança máxima. Em 2023, após passar por Mossoró (RN), Porto Velho (RO) e Campo Grande (MS), firmou acordo de colaboração premiada com a PF para confessar o assassinato de Marielle Franco, detalhar o planejamento e apontar os supostos mandantes, em troca de pena mais leve.

O acordo previa transferência para São Paulo para mantê-lo próximo da família, mas sem indicar a unidade, deixando a decisão para a Secretaria da Segurança Pública. Na delação homologada pelo STF em março de 2024, ele citou como supostos mandantes Domingos Brazão, Chiquinho Brazão e Rivaldo Barbosa, afirmando que a motivação estaria ligada à grilagem de terras em Jacarepaguá. O julgamento dos suspeitos ainda não tem data marcada.

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