Mãe de Dinho conta reação ao ver apresentação dos Mamonas Assassinas
Célia Alves contou como reagiu ao ver o filho de vestido e peruca cantando sucesso dos Mamonas Assassinas
atualizado
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Mais de duas décadas após o lançamento do primeiro álbum, os sucessos dos Mamonas Assassinas ainda marcam presença em festas por todo o Brasil. Um episódio curioso envolvendo o hit Robocop Gay foi revelado recentemente por Célia Alves, mãe do vocalista Dinho. Ela contou como reagiu ao ver o filho em uma performance inusitada durante um ensaio da banda.
A canção, lançada em 1995, ficou conhecida por ironizar padrões de masculinidade e a homofobia, com versos provocativos como “Abra sua mente, gay também é gente”. Além das letras ousadas para a época, os Mamonas também chamavam atenção pelos figurinos extravagantes e pelas apresentações performáticas.
Foi nesse contexto que Célia viveu uma cena que jamais esqueceria. Voltando da igreja, com a Bíblia nas mãos, ela ouviu uma música diferente vindo do estúdio improvisado nos fundos de casa. Curiosa, decidiu conferir o que os músicos estavam ensaiando.
“Aí eu chego lá e encontro o meu filho com a peruca loira, um vestido, as pantufas no pé e cantando Robocop Gay. Falei: ‘meu Deus do céu, eu acho que eles estão ficando malucos’”, contou ao Aventuras na História.
Célia admitiu que, naquele momento, não compreendia muito bem a proposta da banda nem o impacto das letras e das performances. “O meu coração de mãe falou: ‘Agora ele pirou de vez’”, disse.
Apesar da surpresa inicial, a mãe reconhece que os Mamonas Assassinos transformaram o cenário musical no Brasil.
“Mal eu sabia que era o trabalho deles, eles estavam mudando tudo e nada existe sem a permissão de Deus”, refletiu.
Menos de um mês após o episódio, a banda — ainda com o nome de Utopia — conseguiu espaço em um estúdio de gravação. Pouco tempo depois, nascia oficialmente o fenômeno Mamonas Assassinas, que vendeu mais de três milhões de cópias com o álbum de estreia e marcou gerações.








