Conheça o movimento “tradwife”, das esposas recatadas e de direita
O movimento de influenciadoras que mostram o cuidado com a casa e com a família tem crescido e gerado debates nas redes sociais
atualizado
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Nos últimos anos, o movimento tradwife tem ganhado destaque nas redes sociais. O termo, que vem da expressão em inglês traditional wife, esposa tradicional em tradução para o português, refere-se a mulheres que escolhem abandonar as carreiras profissionais para se dedicar integralmente ao lar, aos filhos e ao marido, no estilo “bela, recatada e do lar”.
O estilo de vida dessas mulheres tem atraído uma grande audiência online, com perfis no Instagram e TikTok somando milhões de seguidores.
O interesse pelo movimento cresceu à medida que influenciadoras começaram a compartilhar as rotinas domésticas. Nos vídeos, elas aparecem cozinhando, limpando a casa e cuidando dos filhos, muitas vezes em cenários bem montados e diferentes da realidade da maioria das pessoas.
Entre as principais expoentes do movimento está a norte-americana Hannah Neeleman, que acumula 10 milhões de seguidores no Instagram. Ela mostra a vida em uma fazenda em Utah, nos Estados Unidos, onde cria oito filhos ao lado do marido.
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O fenômeno, porém, não se restringe aos Estados Unidos. No Brasil, perfis como o de Victoria Maria Maciel e Luiza Maciel também trazem o conceito de tradwife, relacionando a rotina do lar a valores católicos e enfatizando a doçura e a delicadeza femininas.
Apesar da aparente idealização desse estilo de vida, essas esposas também enfrentam críticas. Um ponto de discussão é a estetização da vida doméstica.
Muitas influenciadoras postam vídeos em ambientes impecáveis, com utensílios de cozinha sofisticados e roupas de grife, passando uma imagem de glamour que contrasta com a realidade da maioria das mulheres que desempenham tarefas domésticas, o que frequentemente impulsiona as críticas a esse nicho de influenciadoras nas redes sociais.
“Muito fácil ser tradwife ganhando dinheiro como blogueira e pregando ‘não trabalhe fora’… Muita hipocrisia”, comentou uma internauta em um dos vídeos sobre o assunto no TikTok. “E qual o problema da mulher fazer essa escolha? Como sempre o tradicionalismo e família sendo taxados como coisas absurdas. Cadê a igualdade? Hipocrisia”, defendeu outra.








