Vídeo mostra momento em que homem mata namorada a facadas no DF

O caso é tratado como feminicídio. A mulher foi esfaqueada pelo menos duas vezes e o agressor acabou espancado por populares

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atualizado 30/08/2019 14:44

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Antônio Carlos da Silva, 45 anos, mata a namorada Cristiane Mendes de Sá, 41, a facadas no meio da rua. O crime ocorreu na QR 413, em Samambaia, na noite dessa quinta-feira (29/08/2019).  O caso é tratado como feminicídio. A mulher foi esfaqueada pelo menos duas vezes.

De acordo com o depoimento do acusado, recolhido pelo delegado Cícero Jairo da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia), Cristiane e Antônio não moravam juntos. “A ex-companheira dele veio à DP e disse que o motivo de morar cada um em sua casa era porque discutiam muito”, afirmou.

O acusado afirma ter entrado na casa de Cristiane, da qual possuía a chave, pegado uma faca de cozinha e ido atrás da mulher no meio da rua para esfaqueá-la.

Testemunhas contaram que o casal estava junto há quatro anos e que as discussões entre os dois eram constantes. Após o crime, Antônio Carlos foi agredido por populares que tentaram defender a mulher, mas ela já estava sem vida.

O agressor foi levado ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e, depois de medicado, encaminhado à 26ª DP, responsável por investigar o caso. De acordo com o delegado, Cristiane era desempregada e o homem disse que trabalhava como pedreiro.

Atenção, as cenas são fortes:

 

Neste 2019, o Metrópoles iniciou um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país.

Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

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