Pena de ex-PM pela morte de Jessyka Laynara aumenta para 36 anos

TJDFT amplia condenação, que era de 21 anos de reclusão. Defesa não concorda com sentença e promete recorrer

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atualizado 07/02/2020 16:46

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) aumentou a pena de prisão do ex-policial militar Ronan Menezes Rego, condenado pelo feminicídio de Jessyka Laynara. A pena inicial era de 21 anos de prisão. Na quinta-feira (06/02/2020), a 3ª Turma Criminal ampliou a condenação para 36 anos e oito meses.

Desde a condenação inicial, no Tribunal do Júri de Ceilândia, em abril de 2019, Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e a família de Jessyka buscam aumento de pena, enquanto a defesa do ex-policial militar tentou diminuir o peso da sentença. Inicialmente, a condenação foi revista para 26 anos de prisão, mas nenhuma das partes ficou satisfeita.

O Ronan confessou o feminicídio. O resultado da nova revisão da sentença ainda não foi publicado oficialmente. Procurada pelo Metrópoles, a família de Jessyka afirmou que prefere não fazer qualquer comentário até a publicação.

Defesa de Ronan

Por outro lado, sem comentar o mérito do julgamento, a advogada de defesa do ex-policial, Kelly Moreira, discordou da conclusão de forma veemente. E planeja recorrer da sentença para garantir a correta aplicação da lei e não a impunidade.

“Não concordamos com os acontecimentos no dia do julgamento, como a manifestação de populares durante o plenário, manifestação que, aliada a toda a repercussão do caso na imprensa e na comunidade local, fatalmente comprometeu a imparcialidade que devia haver nos jurados”, escreveu em nota enviada ao Metrópoles.

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