Jovem de 24 anos queima ex-namorada com óleo quente em Juiz de Fora

Rapaz está foragido, segundo a polícia. Vítima está internada após passar por uma cirurgia geral. Ela foi agredida enquanto dormia

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atualizado 20/04/2019 14:15

Um  jovem de 24 anos está foragido após um crime covarde. Ele queimou a ex-namorada, igualmente com 24 anos, enquanto ela dormia. O casal teria iniciado um processo de separação há poucos dias. O caso ocorreu em Juiz de Fora (MG), na madrugada deste sábado (20/04/19). O rapaz está foragido.

A Polícia Civil mineira investiga o caso como tentativa de feminicídio. À Polícia Militar, a vítima contou que foi surpreendida pelo agressor no apartamento onde vive. Ele estava com uma panela com óleo quente e despejou o líquido na moça.

Segundo paramédicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a jovem teve queimaduras no rosto e no corpo. Ela está internada no Hospital de Pronto Socorro (HPS), onde passou por uma cirurgia geral.

De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o agressor fugiu para o Rio de Janeiro, onde mora atualmente. Familiares da vítimas relataram à polícia que o casal vivia um momento conturbado na relação.

Neste 2019, o Metrópoles inicia um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país. Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

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