Irmão de mulher assassinada no DF: “Ela não fazia mal a ninguém”

Namorado foi preso acusado pelo crime. Corpo de Camila de Oliveira está sendo velado no Cemitério de Taguatinga

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Daniel irmão de Camila de Oliveira, vítima de feminicídio
1 de 1 Daniel irmão de Camila de Oliveira, vítima de feminicídio - Foto: Jacqueline Lisboa/Esp. Metrópoles

Familiares e amigos se despedem, nesta quarta-feira (04/03), da auxiliar de cozinha Camila de Oliveira, 33 anos. Irmão da vítima de feminicídio, Daniel Araújo (foto em destaque) disse que ninguém próximo sabia do relacionamento de Camila com o homem apontado como principal suspeito de cometer o crime.

“Há um ano e quatro meses, ela terminou com o pai do último filho dela e estava tocando a vida. Agora que apareceu esse outro aí que ninguém sabe quem é”, ressaltou. O corpo de Camila, que foi achada morta no Recanto das Emas, será enterrado no Cemitério Campo da Esperança de Taguatinga.

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Enterro de Camila de Oliveira
Roani, advogado da família de Camila de Oliveira
Daniel, irmão de Camila de Oliveira, vítima de feminicídio
Camila de Oliveira, vítima de feminicídio
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Camila de Oliveira, vítima de feminicídio

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Daniel, irmão de Camila de Oliveira, vítima de feminicídio

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Por enquanto, a única informação que a família tem é a passada pela polícia. “Sabemos que pegaram o cara e ele estava com uma jaqueta toda cheia de sangue. Agora é ver se é dela mesmo”, destacou. Pelos relatos que ouviu, Daniel crê que ciúmes tenham levado o suspeito a cometer o crime. “Parece que ela tinha terminado e ele não aceitou”, destacou.

Em meio a tantas dúvidas, no entanto, o irmão de Camila só tem a certeza de que ela fará falta. “Era uma pessoa boa, amada por todos. Fazia mal a ninguém”, garantiu. A vítima deixa três filhos, um bebê de quatro meses, um menino de 12 anos e uma adolescente de 17. “Eles já moravam com os avós e agora é continuar do jeito que estava”, assinalou o irmão.

O advogado Roani Prado, amigo da família, vai acompanhar o caso. “Já pedi ao Ministério Público para ser assistente de acusação e ajudar no processo”, disse, no velório da Camila.

Roani chegou a conversar com as amigas de Camila que estavam com ela no dia do crime. Segundo conta, a vítima e o suspeito tiveram casos esporádicos, mas nada sério. “Elas estavam bebendo juntas e viram o homem por lá”, explicou.

Para o advogado da família, no entanto, ainda há várias pontas soltas. “Estamos aguardando o exame de DNA do sangue da jaqueta e já está constatado que havia indícios esperma no local. Queremos ver o que aconteceu na cena do crime”, afirmou.

Outra suspeita da família é a de que outras pessoas estejam envolvidas. “Principalmente por causa do local (às margens da BR-060) onde o corpo foi encontrado. É uma localização muito difícil de se chegar e deixar sozinho”, ponderou.

Investigação

De acordo com o delegado-chefe da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas), Pablo Aguiar, que investiga o caso, um casal relatou à PCDF que a vítima sofreu ameaça de morte do suspeito. Entretanto, Camila não registrou ocorrência para se proteger do namorado.

“Informaram ter encontrado com ela por volta das 3h da madrugada (de segunda-feira) e que ela comentou que iria vê-lo. Apuramos que ele disse, em outra ocasião, que a mataria com pedradas na cabeça”, explicou Aguiar.

Ele confirmou que, após o relato, agentes da 27ª DP estiveram na residência do suspeito e identificaram sangue em uma jaqueta que ele usava. “Com a ameaça, as informações fornecidas por testemunhas e vestígios na roupa, pedimos a prisão em flagrante do autor”, garantiu o delegado.

O autor, que já estava cumprindo pena em regime domiciliar, foi autuado em flagrante por feminicídio. Caso seja condenado, pode pegar até 30 anos de prisão.

Este é o sexto caso de feminicídio no DF este ano.

 

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