Homem joga carro em muro e tenta matar ex-companheira atropelada no DF

Os dois estavam em processo de separação, e a vítima tinha uma medida protetiva contra o agressor

Vinícius Santa Rosa/MetrópolesVinícius Santa Rosa/Metrópoles

atualizado 18/03/2019 23:31

Um homem de 36 anos foi preso por tentativa de feminicídio no condomínio Jardins Mangueiral, na noite desta segunda-feira (18/3). Ele atropelou a ex-companheira, de 44, e o carro acabou colidindo contra o muro de uma casa na QC 03. A vítima e o agressor se feriram.

A ocorrência foi inicialmente registrada como acidente de trânsito. Ao chegar até o endereço, porém, a Polícia Militar foi informada sobre o vínculo do motorista e da vítima. Segundo testemunhas disseram à PM, o homem jogou o carro na direção da mulher com a intenção de matá-la.

A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital de Base queixando-se de dores. O agressor seguiu sob escolta policial para o Hospital Regional do Paranoá (HRPa). Assim que receber alta, ele será encaminhado à 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião) para prestar depoimento.

De acordo com a PM, os dois envolvidos estão em processo de separação, e a vítima possui uma medida protetiva contra o ex.

Neste 2019, o Metrópoles inicia um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país. Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

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