Utopias em construção deve ganhar espaço permanente no Arquivo Público
Além de apresentar acervo inédito, exposição quer garantir que a história da construção de Brasília siga acessível ao público

A exposição Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo, novo projeto do Metrópoles Arte que estará em cartaz a partir de agosto, foi concebida para apresentar ao público documentos, fotografias e registros que ajudam a contar a história da construção de Brasília. O projeto, no entanto, não deve terminar quando a mostra deixar o Museu Nacional da República — onde será instalada.

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Ver todasSaiba mais sobre a exposição
- A mostra fica em cartaz de agosto a outubro, no Museu Nacional da República.
- Realizada pelo Metrópoles em parceria com o Arquivo Público do Distrito Federal, a exposição reúne documentos históricos, fotos, projetos, obras de arte e experiências imersivas.
- O acervo ganha novas interpretações ao colocar documentos históricos em diálogo com obras contemporâneas.
- A iniciativa busca transformar visitantes em participantes da memória e da preservação do patrimônio da capital.
O que dizem os idealizadores
De acordo com o historiador Elias Manoel da Silva e o arquivista Hélio Júnior, responsáveis pelo projeto, a expectativa é que uma parte significativa do acervo apresentado seja incorporada à reserva técnica do Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF). Com isso, a exposição poderá ser remontada futuramente no Centro de Exposições da instituição, ampliando o acesso do público ao conteúdo.
O espaço, embora menor que o Museu Nacional, recebe regularmente visitas guiadas de estudantes, universitários e grupos sociais. Segundo os especialistas, essa inciativa faz parte de uma das principais missões de um arquivo público: promover a difusão do patrimônio documental e aproximar a população da própria história.
Para os responsáveis pela mostra, o maior legado de Utopias em construção vai além da preservação de documentos.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & Estilo“Um dos principais legados que esperamos deixar é a afirmação de que o Arquivo Público do Distrito Federal não é apenas como um repositório documental, mas é a verdadeira ‘casa da memória’ de Brasília e um organismo vivo e acessível”, afirmam.
Pensamento no futuro e no passado
Eles ainda destacam que preservar a memória de uma cidade também significa garantir que ela permaneça acessível às futuras gerações. “Queremos que a sociedade compreenda que uma cidade, para ser plena, tem o dever ético de guardar, proteger e, sobretudo, divulgar sua história”, explicam.
Na avaliação dos especialistas, o Arquivo Público deve ser visto como um espaço de construção permanente do conhecimento.
“Queremos expressar com essa exposição que nossas portas estão sempre abertas para que o acervo — que é a fonte primária por excelência da nossa trajetória — continue a ser o alicerce para a produção de novos conhecimentos e interpretações sobre a capital de todos os brasileiros”, concluem.















