Rio de Janeiro: 5 passeios fora do óbvio para conhecer a cidade
Com recorde de turistas em 2025, o Rio de Janeiro revela opções históricas, culturais e arquitetônicas que ajudam a entender a cidade
atualizado
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O Rio de Janeiro segue atraindo visitantes do mundo inteiro, impulsionado por recordes de turistas internacionais em 2025. Essa demanda renovada pelo turismo abre espaço para explorar atrações além das praias tradicionais, visando aprofundar a experiência na história, cultura e arquitetura da cidade.
Da arquitetura modernista à memória imperial, passando por ícones da ciência e patrimônios botânicos, a cidade e a região metropolitana guardam espaços que muitas vezes passam despercebidos pelo roteiro turístico padrão.
A seguir, confira cinco sugestões para combinar com sua viagem à “Cidade Maravilhosa”:
1. Palácio Gustavo Capanema
Reaberto ao público em 2025 após mais de uma década em reforma, o Palácio Gustavo Capanema no Centro é um marco da arquitetura modernista brasileira. Construído entre a década de 1930 e 1945 e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o edifício foi projetado por Lúcio Costa com a participação de Oscar Niemeyer e consultoria de Le Corbusier.
Os jardins projetados por Burle Marx, as obras integradas de Cândido Portinari e o uso inovador de pilotis e brises-soleil marcam o projeto, que hoje abriga espaços culturais e exposições abertas ao público.
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2. Ilha Fiscal
Situada na Baía de Guanabara, a Ilha Fiscal ficou conhecida por abrigar o famoso último baile do Império brasileiro, em novembro de 1889, dias antes da Proclamação da República. O Palacete Alfandegário de estilo neogótico preserva referências históricas e hoje integra o Complexo Cultural da Marinha, com visita guiada que contextualiza o papel do local no período imperial.
O acesso costuma incluir um passeio de barco a partir do Centro.

3. Castelo Mourisco (Pavilhão Mourisco da Fiocruz)
No bairro de Manguinhos, o Castelo Mourisco — também chamado Pavilhão Mourisco — integra o conjunto histórico da Fundação Oswaldo Cruz. Construído entre 1905 e 1918 com forte inspiração mourisca, o prédio reúne elementos como mosaicos, azulejos e detalhes ornamentais inspirados em modelos europeus e árabes.
Atualmente aberto ao público com visitação guiada, o local remete à história da ciência e da saúde pública no Brasil e faz parte de circuitos culturais no espaço da Fiocruz.

4. Ilha da Boa Viagem
Do outro lado da Baía de Guanabara, em Niterói, a Ilha da Boa Viagem oferece um olhar diferente sobre a região metropolitana. Patrimônio histórico desde 1938, a ilha abriga a primeira capela de Nossa Senhora da Boa Viagem, datada do século XVII, e pontos de observação com vista da orla do Rio de Janeiro e seus morros icônicos.
É uma opção que combina natureza, história colonial e perspectivas visuais distintas da cidade.

5. Sítio Roberto Burle Marx
Em Barra de Guaratiba, o Sítio Roberto Burle Marx reúne a antiga residência e o laboratório paisagístico do artista e paisagista reconhecido internacionalmente. O local funciona como museu a céu aberto e coleção botânica com cerca de 3.500 espécies de plantas tropicais e subtropicais, além de acervo arquitetônico e museológico.
Tombado como Patrimônio Mundial pela UNESCO, o sítio oferece visitação guiada a jardins, ateliês e edifícios que ilustram a obra de Burle Marx.
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Esses locais, entre memórias do Brasil imperial, marcos da arquitetura moderna e expressões da ciência e paisagismo, mostram que o Rio de Janeiro guarda atrações capazes de enriquecer qualquer roteiro turístico — e ampliar a compreensão sobre a diversidade cultural e histórica da metrópole.
