De safáris a praias paradisíacas: conheça os encantos da África

O destino está em alta e não à toa. O exuberante continente atende às expectativas dos mais variados perfis de turista

Yanka Romao/Metrópoles

atualizado 02/12/2019 12:43

Durante algum tempo, a tendência nas redes sociais eram as fotos de biquíni no mar de azul constante da Grécia, das Maldivas ou do Caribe. Agora, o modismo se volta às imagens de looks cáqui em meio aos safáris do continente africano.

Que o digam Mariana Buy Barbosa, Cauã Reymond, Lala Rudge e Neymar, brasileiros que recentemente decolaram rumo à África e mostraram detalhes do passeio ao séquito de fãs. A boa-nova é que eles não estão sozinhos. Em 2019, houve um aumento de 70% na procura por pacotes turísticos para o Continente Mãe, segundo dados coletados pelo Google Trends.

 

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“O destino está na crista da onda por diversos fatores, entre eles, a busca dos viajantes por lugares exóticos, os valores atrativos e as boas rotas aéreas – existem três companhias que ligam Brasil e África com voo diários e diretos: South African Airways, Latam e Ethiopian”, explica a diretora da agência Safe Viagens e Turismo, Evelyne Gebrim.

O território conta com 54 países e atrai também pela biodiversidade. Por lá, é possível desbravar safáris, relaxar em praias paradisíacas e visitar as icônicas pirâmides do Egito, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, no deserto do Saara.

Pensando em ensinar o caminho das pedras para quem quer ver de perto esses encantos, o Metrópoles reuniu dicas valiosas para garantir uma viagem proveitosa e sem perrengues.

Escolha o perfil de turista que mais combina com você (aventureiro, romântico ou voluntário) e tome nota.

Aventureiro

Impossível citar a África sem falar dos safáris. O mais famoso deles é o Kruger, na África do Sul. O parque ocupa uma área de quase dois milhões de hectares e é o habitat natural de rinocerontes, elefantes, girafas, leopardos, zebras e pássaros das mais variadas espécies.

Uma das formas de chegar até lá é alugar um carro (não precisa ser um 4X4) em Joanesburgo, maior cidade do país, que fica a cerca 400km de distância do safári.

O parque tem, ao todo, 10 portões de entrada e uma série de acomodações, que vão de áreas de camping a lodges de luxo. Fique ao menos duas noites por lá. Para garantir boas fotos dos animais, o truque é acordar cedo e aguardar às margens das poças d’água, onde eles se refrescam.

Na mala, leve roupas em cores neutras para não despertar atenção desnecessária dos bichos durante as atividades. Vale ressaltar que é terminantemente proibido alimentar os animais e usar drones.

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“É uma experiência única e agradável para toda família. Há tours à pé, com guias armados, ou de Jeep, em grupo. Você também tem a opção de pegar um dos carros e fazer um percurso sozinho, dirigindo”, relata a servidora pública Isabela Ornelas, de 31 anos. Ela visitou o Kruger em agosto deste ano.

Assumidamente aventureira, a moradora do Distrito Federal conta que explorou outras cidades do país em busca de passeios radicais.

“Mergulhei com tubarões brancos, em Mossel Bay, e pulei de uma das maiores pontes de bungee jump do mundo, em Knysna. Adrenalina pura”, relembra.

No continente, ainda é possível fazer o gorilla trekking, uma espécie de trilha em meio a gorilas, em Ruanda ou Uganda, países na África Oriental. A experiência, guiada por profissionais, tem que ser reservada com muita antecedência, pois há regras rígidas sobre número de visitantes e duração da visita. Quem vai recomenda.

Romântico

Segundo Cami Balestro, proprietária da agência de turismo Love Travel, focada em roteiros românticos, um destino ideal para casais é Seicheles, arquipélago na costa leste do continente. “Feche os olhos e imagine o paraíso: você está em Seicheles”, brinca a especialista em viagens.

Para ela, o local é um sonho à beira-mar. “O arquipélago oferece uma série de atrações e atividades, como trilhas costeiras, passeios de barco, mergulho ou apenas sombra e água fresca para quem quer curtir uma praia e fugir do agito da cidade”, exemplifica.

Para uma viagem completa, ficando no Kempinski Hotel, especializado em lua de mel, com passagens, transfers, hospedagem, seguro, mais uma paradinha em Dubai para fazer conexão, o casal deve desembolsar em torno de R$30 mil por 10 dias.

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Outra opção para os pombinhos viciados em praia é Ilhas Maurício, arquipélago também banhado pelo Oceano Índico, mas na costa sudeste da África. “Apesar da imensa popularidade, a ilha não perdeu sua essência de destino dos sonhos para lua de mel. Por lá, você pode encontrar belas praias, recifes de coral, florestas tropicais e tratamento especial em hotéis do mais alto nível”, revela a empresária.

Para chegar nas Ilhas Maurício, Cami recomenda um voo para Dubai com parada de dois a três dias. Depois, sugere que o casal siga para Port Luis, a capital do arquipélago africano. Uma viagem para dois, ficando em um resort romântico, incluindo passagens, três noites em Dubai e mais seis noites na ilha, custa, em média, R$ 32 mil.

Voluntário

A África é o continente mais pobre do mundo e sofre com desastres naturais, como o ciclone que atingiu Moçambique no início deste ano. Por essa razão, recebe muitos turistas voluntários.

Umas das Organizações Não Governamentais (ONGs) que promovem e organizam intercâmbios sociais para lá é a AIESEC. Reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), a instituição promove ajuda humanitária para Egito e Moçambique.

Os requisitou para participar dos programas, com duração de quatro a seis meses, é ter espírito de liderança, adaptabilidade e resiliência, além de estar na faixa etária de 18 a 30 anos.

 

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“Quando fui ao Egito, morei em uma cidade muito pequena e conservadora, os estrangeiros que estavam lá eram apenas os intercambistas da AIESEC, e a curiosidade para novas culturas beirava a estranhesa e poucos falavam inglês. É uma realidade muito diferente das cidades que possuem mais turistas e universidades. Além do turismo e melhorias pela educação, eram perceptivas os desenvolvimentos das pessoas e a recepção com novo. Isso me mostrou a importância de nos abrirmos para diferentes culturas!” Joana Ramos, Voluntário Global em Suez, no Egito. Descubra essa sensação se inscrevendo no link na bio! #brasileiropelomundo #Intercâmbio #viagem #egito #VoluntarioGlobal #QualHistóriaVocêQuerContar

Uma publicação compartilhada por AIESEC no Brasil (@aiesecnobrasil) em

No Egito, os voluntários desenvolvem workshops que incentivam a igualdade de gênero, ajudam em projetos para combater a caça ilegal e trabalham com o empoderamento de refugiados. Nas horas vagas, visitas às pirâmides e passeios de camelo, claro, estão liberados.

Já em Moçambique, os participantes atuam nas áreas de saúde, educação e arte, ajudando a impactar positivamente a vida de pessoas da comunidade. Há atividades como distribuir equipamentos de higiene, ajudar crianças com as lições de casa e ensinar artesanato. Ao fim do dia, tours turísticos também estão permitidos.

O valor de ambos os programas é de R$ 1.680 mais taxas. O preço engloba hospedagem, alimentação e orientação de profissionais da AIESEC, no Brasil e na África, durante toda experiência. Se interessou? Para buscar mais informações, clique aqui.

Vale saber!
  • Moeda: no continente africano, praticamente cada país tem a sua moeda. Levando isso em consideração, a melhor das opções é levar dólar e trocar assim que aterrissar no aeroporto do destino;
  • Visto: para a África do Sul, turistas brasileiros não precisam de visto. Já para Etiópia, precisam. Para conferir os países que exigem ou não a documentação, acesse o site do Itamaraty. O mesmo vale para as vacinas;
  • Clima: em função de sua grande extensão territorial, o solo africano apresenta grande variedade de tipos de clima, como o equatorial (quente e úmido), tropical (inverno seco e verão chuvoso) e desértico (umidade baixa e altas temperaturas);
  • Língua: são onze línguas oficiais, fora os dialetos locais. Na divisão das línguas maternas, o zulu aparece em primeiro lugar. O português é falado em locais como Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique;
  • Comida: de acordo com o chef nigeriano radicado em Brasília Chidera Ifeanyi, a gastronomia se assemelha à mineira e baiana. “Usamos muita mandioca, milho, banana da terra e amendoim”, cita. O profissional comanda o restaurante de comida africana Simbaz, na 412 Sul, e diz que, dependendo do lugar e do prato, os preparos devem ser consumidos com as mãos. Para saber se é o caso, ele indica perguntar ou gesticular para algum dos atendentes do estabelecimento.
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