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Personalizado e com sabor umami: 7 curiosidades sobre o leite materno

Neste Agosto Dourado, o Metrópoles conversou com uma especialista para checar estas e outras curiosidades sobre o leite materno

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Bebê mamando aconchegado no colo da mãe
1 de 1 Bebê mamando aconchegado no colo da mãe - Foto: Getty Images

Chamado de alimento de ouro ou “ouro líquido” — o que inspirou o nome da campanha Agosto Dourado — o leite materno é considerado o alimento mais completo do mundo. Ele tem nutrientes essenciais, é formado por anticorpos, células vivas (como leucócitos, que ajudam a proteger o bebê contra infecções) e substâncias bioativas que contribuem para o desenvolvimento saudável do sistema imunológico e outras funções vitais.

Além de todas as funções, vantagens e benefícios, ele também é cheio de curiosidade e fatos que demonstram a complexidade do corpo humano.

Confira algumas informações fascinantes sobre o leite materno.

O leite materno é feito de sangue

Podendo surpreender muitas pessoas, a enfermeira especialista em aleitamento materno Shirlley Maciel explica que o leite materno é formado a partir do sangue da mulher.

No processo, os nutrientes presentes no sangue são absorvidos pelas células das glândulas mamárias e filtrados para se transformar no leite. De maneira altamente eficiente, o corpo da mãe converte substâncias do sangue, como proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas e minerais, em um alimento nutritivo para o bebê.

Cada mãe produz um leite personalizado para o bebê

Inicialmente, Shirlley ensina que a composição do leite varia de acordo com a idade do bebê. Nos primeiros dias de vida, a mãe produz o colostro, mais espesso e amarelado, rico em nutrientes, anticorpos e fatores de crescimento.

Em seguida, mais ou menos entre o 6º e o 15º dia após o parto, a mãe produz o leite de transição, mais rico em gorduras e calorias, essencial para o ganho de peso do bebê. Por fim, vem o leite maduro, uma composição equilibrada de proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas, minerais e outros componentes bioativos.

“Se o bebê estiver doente, o corpo da mãe consegue mudar a composição do leite materno, aumentando a quantidade de anticorpos para proteger o bebê. Há uma interação única entre mãe e bebê, onde o leite é personalizado, se adaptando às necessidades específicas”, comenta a enfermeira.

Para matar a sede e alimentar o bebê, o leite muda durante a mamada

O leite inicial é mais rico em água, servindo para hidratação e para saciar a sede do bebê. Após alguns minutos, vem o leite intermédio, com maior quantidade de nutrientes e energia, equilibrando hidratação e nutrição. No fim da mamada, vem o leite posterior, mais rico em gordura e calorias, essencial para o crescimento e ganho de peso do bebê.

O leite materno tem o sabor umami

O umami é um dos cinco sabores essenciais percebidos pelo paladar humano, sendo originário, principalmente, da presença do aminoácido glutamato. Como o leite materno contém uma quantidade significativa de glutamato, ele conta com uma nota umami perceptível.

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O leite materno tem sabor umami
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O leite é produzido a partir do sangue da mãe
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O leite é produzido a partir do sangue da mãe

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O leite materno é personalizado para cada bebê
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O leite materno é personalizado para cada bebê

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A alimentação da mãe interfere na composição — e no sabor do leite materno

Segundo Maciel, embora a produção de leite não seja diretamente afetada pela dieta, os nutrientes presentes no leite podem ser impactados pelo que a mãe consome.

A qualidade da alimentação materna pode influenciar o conteúdo nutricional do leite, uma dieta balanceada, rica em nutrientes e gorduras saudáveis, por exemplo, pode beneficiar o desenvolvimento do bebê, como o sistema imunológico, desenvolvimento cerebral, podendo também ter um impacto indireto no ganho de peso.

Shirlley ressalta que mesmo que a alimentação da mãe não seja 100% ideal, ela não será, necessariamente, prejudicial para o bebê. “Na produção, o leite é naturalmente ajustado para fornecer o que o bebê precisa, fornecendo os nutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento do bebê”.

Ela acrescenta ainda que o leite materno tem um papel importante em situações de vulnerabilidade e extrema pobreza. “A amamentação salva vidas, oferecendo proteção imunológica, combatendo a desnutrição, e assim reduzindo a mortalidade infantil”, completa.

Shirlley acrescenta que o sabor e a coloração do leite materno podem variar devido a fatores como a alimentação da mãe, hormônios, fase da amamentação, consumo de bebidas, tabaco e medicamentos. “O leite pode apresentar variações de cor, como um tom mais amarelado, mais branco ou opaco na fase madura, e até mesmo um pouco esverdeado ou alaranjado, dependendo do consumo de vegetais ou folhagem”.

O consumo de café não é proibido durante a amamentação

Todos os tipos de cafeína devem ser consumidos com moderação. O excesso, segundo Shirlley, pode causar alteração no sono, agitação e irritabilidade do bebê. Mas isso não quer dizer que o cafezinho está proibido, só é necessário ter cuidado e moderação.

A mulher que amamenta passa mais de mil horas por ano na função

Embora seja difícil cravar um número exato, em uma situação comum e sem intercorrências, a mãe passa, em média, de três a cinco por dia amamentando. Em um ano, isso pode chegar a 1.800 horas. Quem trabalha em um emprego de tempo integral, por exemplo, com três semanas de férias, passa cerca de 1.900 trabalhando, o que dá uma dimensão da dedicação da mãe para seu bebê.

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