Países estudam ampliar ciclovias para combater coronavírus
Prefeita de Bogotá vai aumentar malha cicloviária da cidade para melhorar qualidade do ar, importante na recuperação de pessoas doente

Com o avanço da Covid-19 em todo o mundo, as restrições impostas à circulação de pessoas se tornam cada vez mais rigorosas. Especialistas defendem que o isolamento é a melhor forma de conter a disseminação em escala do vírus e, por isso, até mesmo as atividades físicas precisam ser feitas dentro de casa ou, no máximo, no quintal, para quem tem um. No Brasil, a recomendação é da Defesa Civil.
Alguns países, no entanto, optaram por ampliar o acesso aos esportes, como andar de bicicleta. Apesar de ser uma estratégia diferente, a ideia é a mesma: combater o coronavírus, só que pautando a preocupação com a qualidade do ar e o incentivo a se manter em movimento.
Em Bogotá, capital colombiana, a bike ocupa um espaço importante na identidade nacional. Por isso, a prefeita Claudia López anunciou que irá expandir a malha cicloviária como medida de urgência contra o coronavírus. Ela espera que a iniciativa melhore a qualidade do ar da poluída capital.
Ar mais limpo e menos gente no transporte coletivo
“Se aumentar a poluição do ar, aumentarão, certamente, as enfermidades respiratórias. Isso levará mais pessoas aos pronto-socorros, mais gente lotará os hospitais, limitando a capacidade que temos de responder ao coronavírus”, disse ela aos jornais locais.
López afirmou, ainda, que a bicicleta “como meio de transporte individual, representa uma das mais higiênicas alternativas de prevenção contra o vírus”. Segundo a autoridade, a cidade latina sofre três grandes ameaças atuais: a péssima qualidade do ar, as doenças respiratórias sazonais e, agora, o coronavírus.
Na quarta-feira (18/3), uma ONG que estuda mobilidade nos Estados Unidos postou que a Cidade do México também estuda tomar medidas semelhantes. A organização, chamada Queen Anne Greenways, com sede em Seattle, afirma que pedalar é bem melhor para prevenção do que pegar metrô ou ônibus lotado.
Eles defendem que tomando os devidos cuidados – como higienizar a bike e jamais pedalar muito perto de outras pessoas –, a bicicleta pode e deve ser uma ferramenta para que as pessoas contribuam na luta contra a pandemia.

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