Pai reage a questionamentos sobre a paternidade das filhas e viraliza
O pai emocionou a web ao falar sobre como se sente quando estranhos o abordam questionando se ele é o pai biológico de suas filhas
atualizado
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O britânico Tommy Dmo, de 42 anos, não esperava que um desabafo sobre paternidade fosse tocar tanta gente. Em um vídeo publicado no Instagram, o pai de Aurora, de 9 anos, e Araiyah, de 3, falou abertamente sobre os comentários racistas que recebe com frequência — e como eles o afetam. Assista ao vídeo.
“Fico sensível quando alguém questiona se minhas filhas são biologicamente minhas”, disse ele no vídeo, que já soma 1,5 milhão de visualizações. Os ataques vêm, segundo Dmo, principalmente nas redes sociais. “Alguns escrevem: ‘Essas não são suas filhas, elas são negras’, ou até ‘criar os filhos de outra pessoa é lamentável’.”
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Casado com Sharon, zimbabuana de 37 anos, Dmo conta que a esposa também enfrenta o preconceito de forma direta. “Ela já ouviu, em um supermercado, uma senhora dizer: ‘Essa não é a sua mamãe’, depois que nossa filha a chamou assim. Sharon conseguiu ignorar, mas eu não sei se teria a mesma calma”, admitiu.

Por trás das imagens alegres que o casal compartilha com mais de 100 mil seguidores nas redes, há uma história de superação. Dmo revelou à Newsweek que o caminho até a paternidade foi marcado por perdas e medo. “Antes da nossa primeira filha, Sharon teve duas gravidezes ectópicas, o que a deixou devastada. Foram dois anos até ela se sentir pronta para tentar de novo. Felizmente, veio Aurora, com uma gestação tranquila.”
Mas a jornada ainda reservava desafios. “Tivemos dois abortos espontâneos antes de Araiyah nascer. Ela foi um bebê grande e a gravidez foi cheia de complicações”, contou o pai. “Por isso, ser pai e mãe é algo de que nos orgulhamos muito. Nossa história é de luta e amor.”
Dmo fez questão de reforçar que ter filhos adotados ou biológicos não deve ser desvalorizado. “A adoção é algo lindo, mas o nosso processo de gravidez e parto foi uma parte essencial da nossa história. É injusto quando tentam diminuir isso.”

Nos comentários, o apoio foi imediato. “As pessoas precisam entender genética básica”, ironizou um seguidor. Outra mulher compartilhou sua própria experiência: “Uma vez me disseram para parar de tocar em uma criança numa loja. Era meu filho. As pessoas ainda não sabem lidar com famílias birraciais.”
Para Dmo, o vídeo é mais do que um desabafo — é um convite à empatia. “Nossas filhas são parte de nós, em tudo. Elas são o resultado do amor, e isso ninguém pode questionar.”
