Pai cego viraliza ao revelar como diferencia os filhos gêmeos
Souleyman Bah tem cerca de 10% da visão e explicou como faz para diferenciar os filhos gêmeos Angelo e Nemaya, de 3 meses de idade
atualizado
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Um pai cego do Reino Unido impressionou ao revelar como consegue diferenciar seus filhos gêmeos de 3 meses de idade. Souleyman Bah compartilhou um vídeo no Instagram respondendo a uma pergunta que ouve desde que teve os bebês Angelo e Nemaya: “Como é que um pai cego identifica os filhos?”.
Segundo o rapaz, que tem cerca de 10% da visão, a resposta nem sempre é óbvia. Inicialmente, ele percebeu que cada bebê tinha um choro distinto: o de Nemaya era mais agudo e rápido, enquanto o de Angelo era mais prolongado.

Com o passar das semanas, os tamanhos dos bebês começaram a variar ligeiramente. Os cabelos, por sua vez, cresceram de forma diferente: o de Angelo era mais claro, já o de Nemaya era mais escuro e cacheado.
Em pouco tempo, as personalidades dos gêmeos começaram a se revelar. Um é muito mais calmo e tranquilo. O outro mais barulhento e expressivo.
“A forma como respiram enquanto dormem é diferente, e até mesmo a maneira como relaxam quando você os segura não é a mesma”, disse Souleyman. “São nesses pequenos detalhes que me apoio. Isso me mostrou que você não precisa da visão para saber quem alguém é — você pode sentir.”
Repercussão
O vídeo mostrando a rotina com os filhos viralizou no Instagram, acumulando quase 800 mil visualizações. Nos comentários, os usuários ficaram impressionados com a habilidade do pai.
“Que bebês lindos. É fascinante como você consegue diferenciar um do outro”, escreveu um pessoa. “Pai presente e ativo. Ninguém tem desculpa”, acrescentou outra.
Para Souleyman Bah, confiar em si mesmo e aprender conforme avançava fez toda a diferença.
“Gostaria que as pessoas entendessem que cegueira não significa impotência. Não criamos nossos filhos apesar da nossa deficiência, criamos nossos filhos com ela — e nossos filhos crescem vendo resiliência, criatividade e independência sendo exemplificadas todos os dias”, contou à revista Newsweek.
