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O empresário e mecenas francês Pierre Bergé, que foi durante anos casado com o costureiro Yves Saint Laurent, faleceu nesta sexta-feira (8/9) aos 86 anos. Sua própria fundação anunciou, através de um comunicado, sua morte — que ocorreu durante a madrugada, enquanto dormia, por causa de “longa doença”. Ele estava em sua casa, em Saint Rémy de Provence, no sudeste da França.

Bergé conheceu Yves Saint Laurent em 1958 e três anos depois criaram a marca de moda deste último, que o empresário dirigiu até 2002. Eles viveram juntos durante meio século.

Além disso, ele criou a Fundação Pierre Bergé – Yves Saint Laurent, cuja missão é a conservação da obra do famoso designer, assim como a organização de exposições e atividades culturais.

Bergé nasceu em 14 de novembro de 1930 na Ilha de Oléron, costa atlântica da França. Seu ativismo cultural ficou refletido nas suas paixões como mecenas e colecionador.

Em 2009, leiloou boa parte das obras de arte que acumulou durante décadas por cerca de 375 milhões de euros; em 1977 comprou o Teatro do Ateneu, que depois cedeu ao Estado francês.

Como ativista politico, foi uma personalidade próxima ao Partido Socialista — apoiou a candidatura de François Mitterrand para o seu segundo mandato nas eleições de 1988 —, defendeu os direitos dos homossexuais e em 1994 foi um dos fundadores da associação de luta contra Aids, Sidaction.

Como empresário de mídia, foi cofundador do semanário Courrier International em 1990 e da revista homossexual Têtu em 1995. Em 2010, se tornou acionista majoritário do grupo que edita o jornal “Le Monde”, ao lado de outros dois empresários, Xavier Niel e Matthieu Pigasse.

Em sua agenda para o próximo outono, estava a abertura de dois museus dedicados a Yves Saint Laurent, um em Paris e outro em Marrocos.

Em março deste ano, tinha se casado com o paisagista americano Madison Cox.



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