Jovem faz descoberta surpreendente ao analisar certidão de nascimento

Ao comparar versões antigas de documentos, jovem percebeu inconsistências que o levaram a descobrir detalhes sobre sua adoção e a história

atualizado

metropoles.com

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Gabriel montta
1 de 1 Gabriel montta - Foto: Reprodução/Instagram

O que começou como uma simples curiosidade sobre documentos antigos acabou mudando completamente a forma como um jovem enxerga a própria história. Ao analisar versões diferentes de sua certidão de nascimento, ele percebeu inconsistências nas datas e passou a questionar detalhes sobre sua origem — até chegar a uma descoberta surpreendente envolvendo seu nascimento: ele tinha sido adotado.

“Não são documentos com datas diferentes. São documentos que são redigidos de maneiras diferentes. Eu nunca tinha me atentado ao fato de que minha mãe me registrou no dia 5 de julho de 1996 dizendo que eu nasci em casa no dia 16 de dezembro de 1995”, contou Gabriel Montta ao Metrópoles.

Segundo ele, que viralizou nas redes sociais ao contar parte da sua história, a diferença na estrutura dos documentos chamou atenção porque as certidões atuais destacam a data de registro de forma diferente das antigas. Ao comparar também a certidão da mãe, percebeu algo curioso. “Fui ver a data de nascimento da minha mãe e percebi que ela nasceu em um dia e foi registrada no dia seguinte.”

Gabriel Montta e a mãe

A partir daí, o jovem começou a ligar os pontos sobre sua história familiar. “Foi aí que eu me dei conta de que essa data também não existia pois minha mãe me adotou. Ela nunca esteve grávida. Ela era lésbica. Nunca teve relacionamento algum com homens. Sempre se relacionou apenas com mulheres a vida inteira.”

Ele afirma que ainda não sabe a verdadeira data de nascimento e nem se conseguirá descobrir um dia. “A única pessoa que talvez saiba a data correta é minha mãe biológica. Mas eu não descobri quem ela é ainda.”

Apesar disso, acredita que a mãe adotiva tenha escolhido a data registrada por motivos afetivos e até bem-humorados. “Eu acredito que minha mãe tenha escolhido o dia 16 pois minha prima nasceu no dia 16/12/1981. É a cara da minha mãe, assim ninguém esquece e já faz dois aniversários de uma vez só.”

A descoberta também trouxe lembranças dolorosas sobre os últimos anos de vida da mãe adotiva, que morreu após enfrentar um câncer no útero. Segundo ele, a doença foi escondida durante muito tempo para poupá-lo de outro luto. “Quando eu descobri, o câncer já estava bem avançado. Ela queria evitar que eu sofresse outro luto pois eu tinha perdido minha tia pouco tempo antes, na pandemia.”

Gabriel Montta e a mãe

O jovem também revelou detalhes sobre a trajetória da mãe, que trabalhava em uma boate e teria o adotado após um acordo informal com sua mãe biológica. “Ela me adotou de uma garota de programa que não tinha condições para me criar e me doou. Essa é uma das histórias mais comuns que existem no Brasil e eu fiquei assustado com a  repercussão do vídeo, porque as pessoas não tem noção da sua própria realidade.”

Apesar do segredo envolvendo sua origem, ele diz ter sido criado cercado de afeto por diferentes mulheres da família. “Fui criado com muito amor. Contando minha mãe biológica, tive 6 mães. Minha mãe adotiva, minha tia, minha avó, a esposa da minha mãe na época, minha outra tia que mora em Curitiba e minha mãe biológica.”

Ao refletir sobre a própria trajetória, ele resume a história de forma emocionante: “6 mulheres e 1 segredo: eu. Nenhum homem envolvido. Curioso né? Elas fizeram tudo sozinhas.”

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