Idosa compartilha paixão por mergulho após superar câncer raro
Aos 79 anos, a aposentada Julia Pallentino reforçou importância de buscar fontes médicas confiáveis e grupos de apoio para encarar o câncer
atualizado
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Diagnosticada em 2011 com mieloma múltiplo — um câncer raro no sangue —, a enfermeira e advogada aposentada Julia Pallentino, hoje com 79 anos, transformou o medo inicial em um propósito: ajudar outras pessoas com a mesma condição. Ao passar pelo quadro, ela acabou descobrindo um amor inesperado pelo mergulho, atividade que até hoje pratica.
Tudo começou após uma dor nas costas persistente que a levou ao médico. “Fiz uma ressonância magnética e o resultado indicou a presença de um tumor na minha coluna que era ‘muito provavelmente maligno’, o que foi aterrorizante. Quando você ouve a palavra câncer, imediatamente pensa em não estar mais aqui”, relembrou a americana, em entrevista à revista People.
A virada de chave veio quando Julia passou a buscar fontes médicas confiáveis e fóruns de educação para pacientes. Ela descobriu que os tratamentos avançavam rápido e conheceu dezenas de pessoas que conviviam com a doença mantendo uma ótima qualidade de vida, o que a motivou a entender melhor o seu próprio caso e a buscar especialistas na área.

Agora, Julia compartilha conselhos valiosos para quem enfrenta uma crise de saúde, alertando sobre a importância de filtrar o que se lê. “Tenha muito cuidado com a origem das suas informações. Procure sites confiáveis, organizações nacionais, especialistas e grupos de apoio. Não confie em pesquisas aleatórias na internet, pois informações desatualizadas podem causar medo desnecessário.”
Ela também reforça que os pacientes devem entender seu plano de tratamento desde o início, perguntar sobre novas opções e não ter medo de trocar de médico caso não se sintam seguros.
Apoio no mergulho
Além disso, a aposentada incentiva fortemente a participação em grupos de suporte e instituições como a International Myeloma Foundation, na qual pode exercer paixões como o mergulho. Ela destaca que o que encontrou nesses espaços não foi apenas apoio emocional, mas informação, orientação e segurança de pessoas que realmente entendiam o que ela estava passando.
Mesmo diante de uma doença incurável na maioria das vezes, a paixão de Julia pelo mergulho continua mais viva do que nunca. Ela já viajou diversas vezes para sua ilha caribenha favorita, Bonaire, e segue fazendo planos.
“Quando recebi o diagnóstico, achei que o futuro seria muito curto e assustador. Mais de uma década depois, ainda estou aqui, viajando, passando tempo com minha família e planejando minha próxima viagem de mergulho. O mergulho representa liberdade e paz para mim”, conclui.