Gisele Bündchen revela por que abandonou o veganismo após anos
A modelo Gisele Bündchen revela em novo livro os problemas de saúde que enfrentou e como adaptou sua dieta para equilibrar o corpo e a mente
atualizado
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A supermodelo brasileira Gisele Bündchen decidiu abrir o jogo sobre sua jornada nutricional. Em seu mais novo livro, Nutrir: Receitas Simples para Corpo e Alma, a top model explica os motivos que a levaram a interromper a dieta vegana estrita. Após anos de tentativas com o regime baseado exclusivamente em plantas, Gisele percebeu que seu organismo não estava reagindo da forma esperada, o que a motivou a buscar um novo equilíbrio alimentar.
Entenda
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Dificuldades nutricionais: mesmo com acompanhamento profissional, Gisele enfrentou quadros recorrentes de anemia e dificuldade em manter os níveis de ferro.
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Impacto digestivo: o alto consumo de leguminosas (como o feijão) para substituir a proteína animal causava desconforto abdominal, inchaço e gases.
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Orientação médica: a decisão de reintroduzir carne e derivados veio após recomendações clínicas para restaurar sua saúde e energia.
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Regra 80/20: atualmente, a modelo não é radical; sua dieta é composta por 80% de vegetais e 20% de proteínas animais.
Ouvindo os sinais do corpo
A trajetória de Gisele com o veganismo não foi breve. No livro, ela relata ter insistido na dieta por anos, testando diferentes abordagens dentro do espectro plant-based. No entanto, o rigor de excluir qualquer item de origem animal, incluindo ovos e laticínios, acabou gerando sinais físicos de alerta que não podiam mais ser ignorados.
Um dos maiores obstáculos mencionados pela modelo foi a resposta do seu sistema digestivo. Para garantir o aporte proteico necessário através de fontes vegetais, ela intensificou o consumo de grãos. O resultado, porém, foi uma sensação constante de inchaço.
“Aprendi a ouvir meu corpo e fazer o que é melhor para ele”, reflete a gaúcha na obra, destacando que a biologia individual deve prevalecer sobre rótulos alimentares.

O retorno à proteína animal
A anemia persistente foi o fator decisivo. Gisele conta que, mesmo utilizando suplementação e seguindo dietas rigorosamente planejadas por especialistas, seus exames de sangue não atingiam os níveis ideais. Foi a partir de um conselho médico que ela aceitou reintroduzir pequenas porções de proteína animal em seu cotidiano.
Hoje, Gisele defende um estilo de vida mais flexível e intuitivo. Sem abandonar sua conexão com a natureza e o consumo massivo de vegetais, ela encontrou no consumo moderado de carne e derivados a chave para a vitalidade que sua rotina exige. O livro Nutrir serve não apenas como um guia de receitas, mas como um testemunho de que a alimentação ideal é aquela que sustenta o bem-estar real de cada indivíduo.















