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Quem olha com atenção as últimas apresentações da banda de rock Guns N’ Roses pode perceber um ponto azul no fundo do palco. Com uma voz impressionante e dom para tocar piano, Melissa Reese conquistou seu lugar como a primeira integrante feminina da banda, que existe desde 1985.

Desde 2016, Melissa toca teclado e faz backing vocal para o grupo norte-americano, mas só agora começou a dar suas primeiras entrevistas. Em um artigo da Cosmopolitan, a tecladista revelou como descobriu seu talento e entrou para a banda.

Quando tinha apenas quatro anos de idade, os pais de Melissa ouviram alguém tocando uma peça de Bach na sala de estar. “Eles acharam que era uma das minhas irmãs mais velhas, porque as duas tocavam piano e violino. Ao chegarem no cômodo, me virando executando a composição e levaram isso a sério”, Reese relata. Depois disso, a americana começou a ter aulas de música.

Aos 13 anos, começou a se interessar por produção e mixagem. Aprendeu sozinha o processo e descobriu que gostava de escrever músicas. “Queria ser igual a Alicia Keys, mas minha professora de voz pretendia que eu estudasse ópera e música clássica. Quando disse que gostava de cantar pop e R&B, ela ficou horrorizada”, lembra Melissa.

“Conheci Brain (Bryan Mantia, ex-baterista do Guns N’ Roses) e clicamos na hora. Fizemos algumas músicas juntos”. O baterista chamou Melissa para participar de alguns projetos, como compor trilhas sonoras para videogames. Depois disso, um amigo em comum ligou para a americana com uma oferta do Guns N’ Roses.

“Eles estavam procurando uma tecladista, mas fiquei com medo. Brain disse que eu estava doida e tinha que aceitar a oportunidade”, conta. Melissa marcou uma reunião para conhecer a banda e admite que estava muito nervosa. “Eu me lembrei do seguinte: você é uma compositora, produtora, música e cantora”.

Melissa também afirma que Axl Rose, vocalista da banda, sempre se mostra feliz de ter uma mulher no grupo. “Ele me apoiou desde o início. Axl já me disse que se alguém tentar falar mal de mim eu devo contar com ele”. A tecladista afirma que o machismo só deu mais vontade para ela se superar. “Tenho a mesma quantidade de conhecimento. Posso fazer isso tão bem ou até melhor do que um homem”.

A americana diz que muitas mães mandam mensagem agradecendo por ela ser uma inspiração para meninas. “Espero que quando eu estiver mais velha, uma garota venha e domine o mundo. Posso pensar que talvez eu tenha contribuído minusculamente para isso”.



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