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Com quase 120 mil seguidores no Instagram, a designer de festas Juliana Françozo é referência nacional no segmento. A party planner já produziu eventos para personalidades como Adriane Galisteu, Aline Barros, Eliana, Isabella Fiorentino, Ivete Sangalo e Wanessa Camargo.

Em visita a Brasília, ela contou, com exclusividade ao Metrópoles, um pouco sobre o início da carreira e sua trajetória, tendências para o setor de festas e dicas para mandar bem na hora de planejar e executar um evento de sucesso.

Autodidata, Ju Françozo completa 13 anos de profissão em março. Ela trabalhava como operadora de telemarketing até decidir se aventurar no mercado de decoração e organização de festas. “Comecei trabalhando com lembrancinhas e topos de bolo. Para o meu casamento, comprei alguns itens e vi que isso poderia ser um negócio. Logo que voltei da lua de mel, minha sobrinha pediu que eu fizesse uma festa para ela e nunca mais parei”, relembra. Ela decidiu levar a sério a função quando pedidos de pessoas de fora da família começaram a chegar.

Vinícius Santa Rosa/Metrópoles

Ju Françozo aposta em mesas mais desconstruídas e assimétricas em suas produções

 

Juliana também percebe que o mercado de festas mudou muito desde quando ela começou, mas que foi aprendendo na tentativa e erro. “Você vai treinando o olhar e buscando que tipo de ferramenta vai ajudar mais. A prática e a repetição trazem experiência. Fui buscando referências e estudando muito ao longo dos anos.”

Tendências
A decoradora observa que itens com aspecto rústico e envelhecido têm se popularizado. “As peças com aparência puída e desgastada, de tempo ou tinta, estão em alta. Agora todo mundo quer”, percebe. O uso de folhagens como suculentas também tem crescido bastante, segundo Juliana.

Quando o assunto é casamento, a especialista dá uma dica de ouro. “Para as cerimônias mais intimistas, vale investir em: miudezas; detalhes escritos à mão com lettering; lacinho; fitinha; tudo com muito cuidado e atenção.” Já para os casamentos grandes, Juliana percebe a preferência por arranjos volumosos. “Os estilos são bem variados. Tem propostas clássicas, de branco com dourado, mas também percebo muita gente inovando com estampas, tons coloridos, texturas e até chita”, revela.

Para a party planner, a tendência mais importante é respeitar o orçamento de cada um. “Se a pessoa quer gastar menos, gaste menos, mas faça com capricho. O luxo não está relacionado com o quanto será gasto, mas como você emprega o dinheiro. Respeitar o budget do evento é o maior segredo de todos”, declara.

Vinícius Santa Rosa/Metrópoles

Para Ju Françozo, é preciso ficar atento com os gastos, mas sem perder o capricho da produção

“A festa deve ser divertida e os convidados precisam ter acesso a tudo que foi planejado com carinho antes do evento”, diz. Parece simples, mas grande parte da logística envolve decisões e pressões. “Eu vejo muita gente que não decide qual é a prioridade. Escolha e capriche naquilo. Será o bufê, a música ou a decoração? Você equilibra os demais detalhes com o que sobrar”, recomenda.

Para simplificar as operações, a decoradora indicar usar papel kraft, gastar o mínimo possível com flores e optar por bolo cenográfico. Quem optar pelo “faça você mesmo” deve: ir a uma loja de aluguel de peças, em vez de comprar os móveis/objetos; criar uma paleta de cores para o evento; programar um orçamento; e tentar montar as estruturas um ou dois dias antes do evento.

Ela observa ainda que as pessoas não pararam de fazer festas com a crise. Elas adaptaram os eventos a novos orçamentos. “O mercado está em constante crescimento. Qualquer pessoa pode fazer uma festa. Vai se destacar quem tiver o cuidado em entregar os projetos mais originais e caprichados”, prevê.