Segundo SPC, crise econômica não vai afastar consumidores das lojas. Shoppings de Brasília prevêm aumento de vendas

Pesquisa de intenção de compras do SPC revelou que 93% dos brasileiros devem comprar presentes, índice maior do que no ano passado, mas gasto médio será 22% menor. Os centros comerciais de Brasília esperam aumento de 2% a 8%

atualizado

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Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles
Shoppings estão investindo pesado em campanhas natalinas – Alameda Shopping em Taguatinga – Brasília, DF – 27/10/2015
1 de 1 Shoppings estão investindo pesado em campanhas natalinas – Alameda Shopping em Taguatinga – Brasília, DF – 27/10/2015 - Foto: Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

Natal e crise não combinam. Com a chegada das festas de fim de ano, o comércio já começa a temer a queda das vendas. Para o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e a Confederação Nacional dos Dirigentes de Loja (CNDL), o medo faz sentido. Mas em parte. As duas instituições divulgaram nesta terça-feira (17/11) a pesquisa anual de intenção de compras para o fim de ano. Segundo o estudo, o gasto médio por presente deve cair 22% em relação a 2014 — R$ 106,94, contra R$ 125,22 no ano passado. Apesar disso, 93% dos consumidores ouvidos pretendem entregar lembranças aos familiares e amigos, há 12 meses o índice foi de 87%.

A maioria dos entrevistados (74,3%), no entanto, disse ter percebido que os presentes estão mais caros este ano e culparam, principalmente, a pressão inflacionária como motivo (46,8%). O cenário econômico difícil (38,1%) e a alta do dólar (8,7%) também foram apontados.

O aumento no número de pessoas com intenção de gastar dinheiro na data foi uma surpresa positiva, na avaliação do SPC. “Mesmo em um ano de ajustes, com o desemprego ainda bem alto e a inflação corroendo parte da renda do brasileiro, o Natal continua sendo uma data muito boa para o comércio”, avalia Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC.

Significa que vamos ver as lojas bem cheias, apesar de que esse consumidor vai estar mais cauteloso, gastando um pouco menos.

Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil

Brasília de boa
Em Brasília, pelo menos nos shoppings, a crise deve dar uma folga. Contrariando os dados nacionais, os centros de compra da capital esperam um número maior de público e de vendas. O Taguatinga Shopping, por exemplo, conta com aumento de 2% a 5% nas vendas, em comparação com o ano passado. Para atrair o público, o grupo investiu R$ 1,4 milhão com o Natal, entre decoração, prêmios, equipe e divulgação.

No Brasília Shopping, a expectativa é ainda maior: fluxo de clientes 10% maior que em 2014 e 8% a mais em vendas. A campanha de Natal custou R$ 1,7 milhão, 12% mais caro que no último ano. “A gente brinca com aquele ditado: ‘enquanto alguns choram outros vendem lenços’. Porque, na verdade, é preciso investir. Por isso, colocamos mais dinheiro nessa temporada, assim como os outros grupos da cidade”, explica a gerente de marketing do local, Maíra Garcia.

Ao contrário do comércio de rua, os shoppings tendem a sentir menos períodos de crise, segundo Maíra, por causa da diversidade de serviços oferecidos. Estacionamento, alimentação, serviços e lojas, mantem o fluxo de caixa no azul. “Além disso, os fatores externos estão a nosso favor. O aumento do dólar é ótimo para a gente porque as pessoas viajam menos e compram mais aqui”, diz.

O movimento já está mais intenso desde o início do mês, com a chegada do Papai Noel. A empresa espera ainda que a primeira parcela do 13º e a Black Friday, na última sexta-feira do mês, colaborem para fechar novembro bem longe da crise.

Fora dos shoppings, a crise deve afetar, sim, as vendas de fim de ano. Na última semana, uma pesquisa do Instituto Fecomércio com consumidores da capital apontou que apenas 69,7% deles têm interesse em comprar presentes. O gasto médio estimado com a data pelos que dizem ter intenção de gastar, entre presentes e confraternizações, deve ser de R$ 425,41.

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