Em nova versão de clássico, Bela Adormecida é salva por um beijo de Branca de Neve
“Não tenho muita paciência para histórias em que mulheres são salvas por homens”, disse autor de releitura, o britânico Neil Gaiman
atualizado
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Ninguém precisa de um príncipe para salvar sua vida. Essa é a moral da história do livro infanto-juvenil “A Bela e a Adormecida”, na qual a Bela Adormecida é salva por um beijo da Branca de Neve.
O livro é de Neil Gaiman e tem ilustração do cartunista do jornal “The Obeserver” Chris Riddell. Gaiman é o roteirista por trás dos quadrinhos Sandman, nos anos 1980 e 1990, e autor dos livros “O Oceano”, “Fim do caminho” e “O livro do cemitério”.

Na releitura dos clássicos infantis, uma jovem rainha, antes de se casar, sai em uma jornada acompanhada de três anões até um reino distante onde, segundo botados, uma princesa enfeitiçada dorme um sono profundo. “Você não precisa de um príncipe”, disse o autor em entrevista ao “Telegraph“. “Não tenho muita paciência para histórias nas quais mulheres são resgatadas por homens”.
Embora, à primeira vista, a obra pareça a sobreposição das histórias dos dois contos de fadas, Gaiman diz que a história é original. “Me sinto como um alquimista. Eu pego uma pitada de Branca de Neve, uma de Bela Adormecida, aqueço uma, esfrio a outra e mistura as duas: é tipo uma cozinha fusion. Tem gosto das duas coisas, mas na verdade é um prato completamente novo”.

