Elas são incríveis! Primeiras-damas para inspirar Marcela Temer
A atual primeira-dama nunca deu muitas entrevistas, não se sabe exatamente o que ela pensa, no que acredita e qual o objetivo dela durante o mandato do marido Michel
atualizado
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Marcela Temer não compareceu à posse do marido Michel para fazer a sua primeira aparição como primeira-dama do Brasil. Mas, logo após o afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff, o Twitter já estava recheado de comentários machistas sobre ela.
SÓ A MARCELA TEMER JÁ VALEU O IMPEACHMENT GALERA pic.twitter.com/0g08LYKxDh
— shithead (@b1elo) August 31, 2016
https://twitter.com/_piros/status/771040753254531072
https://twitter.com/numseitoloco/status/771019618269790208
Como a primeira-dama nunca deu muitas entrevistas, não se sabe exatamente o que ela pensa, no que acredita e qual o objetivo dela durante o mandato de Temer. Pode ser que ela fique low profile e não faça parte da vida política do marido — como parece mais provável. Ou, quem sabe, ela vai tentar ser protagonista como foram grandes mulheres ao redor do mundo.Marcela é um enigma. Por isso, quem sabe, ela precise de inspiração. Para ajudar listamos quatro mulheres, com visões políticas diferentes, que roubaram o protagonismo dos maridos e viraram grandes nomes internacionais.
1. Hillary Clinton, Estados Unidos
A atual candidata à presidência dos Estados Unidos foi primeira-dama entre 1993 e 2001 — a primeira norte-americana, nessa função, a ter pós-graduação. Na época, participou ativamente do governo do marido como consultora jurídica, criando um desconforto entre os principais críticos do governo Clinton. Com o fim do mandato do marido, ela concorreu e foi eleita senadora pelo estado de Nova York. Saiu do Congresso, em 2008, para participar das primárias do partido democrata, perdendo a candidatura para o atual presidente Barack Obama. Por fim, foi secretária de estado durante o primeiro mandato de Obama. Agora, quem sabe, pode virar a primeira mulher presidente dos Estados Unidos.
2. Ruth Cardoso, Brasil
A mulher de Fernando Henrique Cardoso era uma das intelectuais mais respeitadas do Brasil. Antes de assumir a função de primeira-dama, ela já tinha um PhD. Deu aula nas renomadas universidades como Berkley e Columbia nos Estados Unidos. Durante o mandato do marido, que durou de 1995 até 2003, presidiu o Programa Comunidade Solidária que combatia a fome e a pobreza. Feminista declarada, chegou a falar ser a favor do aborto. Para garantir a continuidade dos programas gerados nessa entidade, criou a organização não-governamental Comunitas, em que permaneceu atuante até o fim da vida.
3. Michelle Obama, Estados Unidos
Antes da eleição do marido Barack Obama, a norte-americana tinha um grande cargo em um importante escritório de advocacia de Chicago. Por isso, ao chegar na Casa Branca, foi listada como consultora jurídica do marido. Mas após receber críticas de jornalistas e de políticos conservadores, teve que ser retirada do cargo. Mesmo assim, Obama sempre creditou as conquistas do seu governo também à mulher. Michelle tem a taxa de aprovação maior do que do marido e, com o fim do mandato do casal, especula-se que ela possa seguir a mesma carreira pública que a de Hillary Clinton. Mas a atual primeira dama sempre negou com veemência qualquer aspiração a concorrer a cargos públicos.
4. Cristina Kirchner, Argentina

A temporada da Cristina na Casa Rosada foi longa. Entrou em 2003 quando o seu marido Nestor assumiu a presidência da Argentina, ficou quatro anos como primeira-dama, e só saiu no fim de 2015 após o fim do seu segundo mandato. A carreira política da ex-presidente é longa. Antes do marido ser eleito, ela já havia sido senadora pela província de Santa Cruz duas vezes. E enquanto exercia a função de primeira-dama, também atuou como senadora pela província de Buenos Aires entre 2005 e 2007.
