Céu do DF será palco de chuva de meteoros. Veja dicas para assistir

Chuva de meteoros poderá ser vista a olho nu entre a meia-noite e o amanhecer; Planetário de Brasília convida o público a olhar para o alto

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Céu bastante iluminado por estrelas cadentes - Metrópoles.
1 de 1 Céu bastante iluminado por estrelas cadentes - Metrópoles. - Foto: NirutiStock / getty Images

Prepare-se para uma noite diferente no Distrito Federal. Hoje (22/10), a chuva de meteoros Orionídeas e a passagem do Cometa Lemmon prometem um espetáculo de luz e curiosidade. Segundo astrônomos, as condições serão ideais para observar o fenômeno — e o DF, com seu céu aberto e pouca interferência luminosa em áreas afastadas, está em posição privilegiada para o espetáculo.

Segundo informações do Planetário de Brasília, esses fenômenos acontecem quando a Terra cruza regiões do espaço repletas de fragmentos deixados por cometas, criando riscos luminosos que cortam o céu.

Ao entrar na atmosfera, esses pequenos grãos queimam rapidamente e formam as chamados “estrelas cadentes”. Mas a Orionídeas tem algo especial: os meteoros são extremamente rápidos — chegam a atingir 66 km por segundo — e costumam deixar trilhas longas e luminosas no céu.

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Como observar a chuva de meteoros

Conforme publicado pela Agência Brasil, o pico de visualização da Orionídeas coincide com a Lua Nova, apenas 2% iluminada e se pondo cedo. Isso faz com que o céu fique escuro a noite toda, facilitando a observação. No momento mais movimentado, sob condições ideais, os observadores esperam ver de 15 a 20 meteoros por hora. De acordo com o Observatório Nacional (ON), não é preciso equipamento especial nem conhecimento específico para acompanhar o fenômeno.

“Recomenda-se que o observador procure um local escuro, se possível afastado das grandes cidades, para evitar a poluição luminosa. Além disso, deve-se apagar as luzes em volta”, explica. Outro fator imprescindível é que o tempo esteja bom.
Imagem colorida de pessoa observando chuva de meteoros - Metrópoles
Locais longe das luzes artificiais da cidade facilitam a observação de fenômenos astronômicos

A Nasa, agência espacial americana, explica que, em menos de 30 minutos no escuro, os olhos se adaptam, tornando a observação mais fácil. “Seja paciente. A tempestade dura até amanhecer, tem muito tempo para captar”, orienta.

Nas redes sociais, o Planetário de Brasília Luiz Cruls celebrou o momento e reforçou o convite à contemplação: “Esses riscos de luz são um lembrete poético de que fazemos parte de um universo em constante movimento”. A instituição ainda citou algumas dicas:

  • Procure um local escuro e afastado das luzes da cidade.
  • Entre 22h e 4h, olhe para o Leste – região da constelação de Órion – e aproveite o espetáculo das Orionídeas, uma das chuvas de meteoros mais belas do ano.

Mais do que um show celeste, o fenômeno se transforma em um convite ao encantamento — e também à reflexão. “Entender o universo é também entender um pouco mais sobre nós mesmos”, diz a mensagem do Planetário.

Então, se o céu estiver limpo, desligue as luzes, encontre um canto escuro e olhe para cima. Há um espetáculo passando bem acima da nossa cabeça — e o ingresso é gratuito.

 

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