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Henry Cavill deixou os fãs bem incomodados com uma entrevista dada recentemente à GQ. Conversando sobre o movimento Me Too, o intérprete do Super-Homem revelou ter medo de flertar e ser chamado de estuprador.

Ao ser questionado se as campanhas por igualdade de gênero o fizeram repensar suas ações, o ator rapidamente desconversou, falando que nunca agiu de forma machista. “Em relação a flertes, por exemplo, se é em um ambiente social, está de acordo com o contexto e é aceitável”, disse.

Cavill concordou que a postura dos homens precisa mudar. Depois, afirmou ser tradicional. “Acho que a mulher tem de ser maravilhada e perseguida, mas talvez eu seja antiquado por pensar assim”, comentou. “É muito difícil fazer flertar se existem certas regras no local. Porque é tipo: ‘Não quero ir falar com ela, porque não quero ser chamado de estuprador ou algo do gênero'”.

O ator não parou por aí: “Então você fica: ‘Esqueça, vou ligar para uma ex-namorada e voltar para um relacionamento que nunca funcionou’. Mas é mais seguro do que me jogar no inferno, porque sou alguém conhecido, se eu flertar com uma pessoa, quem sabe o que vai acontecer? Agora você não pode ir atrás de alguém além do ‘não’. É tipo ‘ok, legal’. Mas tem o: ‘Por que você desistiu?’. Falo ‘bem, não quero ir para a cadeia'”.

Ao ver o caos gerado pela entrevista, o ator enviou nota para o HuffPost americano se posicionando. “Gostaria de deixar claro e confirmar a todos que sempre valorizei as mulheres ao máximo e vou continuar assim, independentemente do tipo de relacionamento, seja amizade, profissional ou com uma parceira”, disse.

A resposta nas redes sociais foi longe de ser calorosa. Confira algumas reações:

Isso é absurdo. Se Henry Cavill não quer ser chamado de estuprador então tudo que ele deve fazer é… não estuprar alguém.

Quando a noção de “ser perseguida é agradável” ficou tão universalmente aceita?