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Adrian Newey, engenheiro de projetos da Willians na época do acidente que matou o piloto brasileiro Ayrton Senna, revelou, em sua biografia, que se sente responsável pela morte do ídolo. O livro intitulado “How to build a car” (“Como construir um carro”), traz trechos em que o profissional relata suas reflexões.

“Fui um dos executivos de uma equipe que desenhou um carro no qual um grande homem morreu. Me sentirei sempre responsável pela morte de Ayrton, mas nunca o culpado”, comentou.

E continua. “Falhei na aerodinâmica do carro. Eu errei na transição entre a suspensão ativa e a suspensão passiva. O carro era aerodinamicamente instável. Ayrton tentava fazer coisas que não podiam ser feitas. E, de fato, não foi capaz”, escreveu ele, ao lamentar o acidente.

A morte de Senna ocorreu em 1994, quando o carro dirigido pelo piloto chocou-se com um muro a mais de 200 km/h, em uma curva complicada, na Itália. O veículo perdeu o controle devido à quebra da barra de direção.



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Ayrton Senna