Caso Dado Dolabella: o que fazer ao perceber sinais de agressividade

Um relacionamento abusivo ou agressivo não se mostra no começo, por isso é importante reparar em sinais

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Marcela Tomaszewski e Dado Dolabella
1 de 1 Marcela Tomaszewski e Dado Dolabella - Foto: Reprodução/Instagram

O ator Dado Dolabella, voltou a estar no centro de polêmicas por agressão, desta vez envolvendo a modelo Marcela Tomaszewski. Nos últimos dias, passou a circular nas redes um vídeo em que Marcela aparece chorando e afirmando ter sofrido agressões físicas e verbais do ator. Ela teria sido coagida a gravar um vídeo negando o ocorrido, mas registrou boletim de ocorrência e terminou o relacionamento.

O famoso já teve outros casos de agressão física e verbal expostos ao público, como com a atriz e apresentadora Luana Piovani. Mas, em casos assim, muitas mulheres se perguntam: o que fazer quando surgem sinais de agressividade e de um relacionamento abusivo?

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O psicanalista e professor sênior da Associação Brasileira de Psicanálise Clínica (ABPC), Artur Costa, destaca que alguns comportamentos merecem atenção imediata, porque já saem da esfera da simples frustração ou estresse e entram no território da agressividade relacional.

Sinais de alerta:

  • Quando o parceiro começa a usar insultos e humilhações, não apenas em momentos isolados, mas como um padrão de convivência.
  • Quando monopoliza o diálogo ou exige saber tudo sobre você, controlando redes sociais, mensagens e telefone.
  • Quando as críticas passam a ser constantes e direcionadas à sua pessoa, não apenas ao comportamento.
  • Quando há explosões de raiva desproporcionais, gritos, ameaças ou atitudes intimidadoras.
  • Quando você começa a justificar ou minimizar esses episódios dizendo “ele só estava nervoso”.

“Esses sinais devem ser vistos como alertas. Ignorá-los por acreditar que ‘vai passar’ pode levar a uma escalada emocional e física. Relações saudáveis permitem divergências, mas não a normalização da agressão”, emenda.

Como diferenciar um momento de irritação pontual de um comportamento agressivo que pode evoluir para algo mais grave?

O profissional aponta que a irritação pontual é algo humano. “Todos temos dias ruins e reações exageradas, mas há diferenças claras entre um desentendimento e um padrão de agressividade. A frequência é o primeiro ponto.”

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Outro sinal é a falta de interesse em fazer planos juntos ou realizar atividades a dois
Redução no contato físico, abraços, beijos e relações íntimas, momentos próximos raros ou inexistentes e sensação de frieza e afastamento físico são outras formas de abuso que nem sempre são fáceis de identificar
Se perceber esses sinais, é fundamental conversar com seu parceiro sobre o ocorrido
Um dos desafios mais intensos num relacionamento é o chamado “afastamento silencioso"
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Um dos desafios mais intensos num relacionamento é o chamado “afastamento silencioso"

Outro sinal é a falta de interesse em fazer planos juntos ou realizar atividades a dois
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Outro sinal é a falta de interesse em fazer planos juntos ou realizar atividades a dois

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Redução no contato físico, abraços, beijos e relações íntimas, momentos próximos raros ou inexistentes e sensação de frieza e afastamento físico são outras formas de abuso que nem sempre são fáceis de identificar
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Redução no contato físico, abraços, beijos e relações íntimas, momentos próximos raros ou inexistentes e sensação de frieza e afastamento físico são outras formas de abuso que nem sempre são fáceis de identificar

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Se perceber esses sinais, é fundamental conversar com seu parceiro sobre o ocorrido
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Se perceber esses sinais, é fundamental conversar com seu parceiro sobre o ocorrido

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“Um episódio isolado é diferente de explosões constantes por qualquer motivo. A direção também muda. A pessoa irritada fala sobre o que aconteceu. A pessoa agressiva ataca quem você é”, acrescentará Arthur.

Outro ponto apresentado pelo psicanalista é o controle: quem se irrita reconhece depois e pede desculpas. Quem é agressivo nega, justifica ou culpa o outro. “O impacto emocional também é um ponto. Se você passa a sentir medo, ansiedade ou fica em alerta constante, é sinal de que a situação já ultrapassou o limite. Quando a dúvida aparece — ‘será que ele pode fazer algo pior?’ — isso já é um indicativo de perigo emocional.”

O que fazer ao se deparar com essas situações?

Apesar disso, Arthur acrescenta que é possível conversar, mas em muitos casos, é fundamental buscar ajuda imediatamente. “O primeiro passo é cuidar de si. Reconheça o que está acontecendo e valide seus sentimentos. Se for seguro, escolha um momento calmo e fale sobre o que sente.”

“Se houver escuta e mudança real, ótimo. Mas se a reação for raiva, negação ou ameaça, encerre a conversa e busque ajuda. Procure apoio de familiares, amigos de confiança, terapeutas ou órgãos especializados em violência doméstica”, ressalta o profissional.

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