Caso Dado Dolabella: o que fazer ao perceber sinais de agressividade
Um relacionamento abusivo ou agressivo não se mostra no começo, por isso é importante reparar em sinais
atualizado
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O ator Dado Dolabella, voltou a estar no centro de polêmicas por agressão, desta vez envolvendo a modelo Marcela Tomaszewski. Nos últimos dias, passou a circular nas redes um vídeo em que Marcela aparece chorando e afirmando ter sofrido agressões físicas e verbais do ator. Ela teria sido coagida a gravar um vídeo negando o ocorrido, mas registrou boletim de ocorrência e terminou o relacionamento.
O famoso já teve outros casos de agressão física e verbal expostos ao público, como com a atriz e apresentadora Luana Piovani. Mas, em casos assim, muitas mulheres se perguntam: o que fazer quando surgem sinais de agressividade e de um relacionamento abusivo?

O psicanalista e professor sênior da Associação Brasileira de Psicanálise Clínica (ABPC), Artur Costa, destaca que alguns comportamentos merecem atenção imediata, porque já saem da esfera da simples frustração ou estresse e entram no território da agressividade relacional.
Sinais de alerta:
- Quando o parceiro começa a usar insultos e humilhações, não apenas em momentos isolados, mas como um padrão de convivência.
- Quando monopoliza o diálogo ou exige saber tudo sobre você, controlando redes sociais, mensagens e telefone.
- Quando as críticas passam a ser constantes e direcionadas à sua pessoa, não apenas ao comportamento.
- Quando há explosões de raiva desproporcionais, gritos, ameaças ou atitudes intimidadoras.
- Quando você começa a justificar ou minimizar esses episódios dizendo “ele só estava nervoso”.
“Esses sinais devem ser vistos como alertas. Ignorá-los por acreditar que ‘vai passar’ pode levar a uma escalada emocional e física. Relações saudáveis permitem divergências, mas não a normalização da agressão”, emenda.
Como diferenciar um momento de irritação pontual de um comportamento agressivo que pode evoluir para algo mais grave?
O profissional aponta que a irritação pontual é algo humano. “Todos temos dias ruins e reações exageradas, mas há diferenças claras entre um desentendimento e um padrão de agressividade. A frequência é o primeiro ponto.”
“Um episódio isolado é diferente de explosões constantes por qualquer motivo. A direção também muda. A pessoa irritada fala sobre o que aconteceu. A pessoa agressiva ataca quem você é”, acrescentará Arthur.
Outro ponto apresentado pelo psicanalista é o controle: quem se irrita reconhece depois e pede desculpas. Quem é agressivo nega, justifica ou culpa o outro. “O impacto emocional também é um ponto. Se você passa a sentir medo, ansiedade ou fica em alerta constante, é sinal de que a situação já ultrapassou o limite. Quando a dúvida aparece — ‘será que ele pode fazer algo pior?’ — isso já é um indicativo de perigo emocional.”
O que fazer ao se deparar com essas situações?
Apesar disso, Arthur acrescenta que é possível conversar, mas em muitos casos, é fundamental buscar ajuda imediatamente. “O primeiro passo é cuidar de si. Reconheça o que está acontecendo e valide seus sentimentos. Se for seguro, escolha um momento calmo e fale sobre o que sente.”
“Se houver escuta e mudança real, ótimo. Mas se a reação for raiva, negação ou ameaça, encerre a conversa e busque ajuda. Procure apoio de familiares, amigos de confiança, terapeutas ou órgãos especializados em violência doméstica”, ressalta o profissional.








