Existem quatro tipos de olheiras. Veja a diferença de cada uma

Entender as especificidades de cada caso é essencial para saber o melhor tratamento a ser realizado

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atualizado 23/05/2019 11:37

Sinal de noites maldormidas, estresse e até ressaca, as olheiras dão um aspecto cansado ao rosto. Há sim uma predisposição genética para ter os círculos escuros na face, mas uma série de outros fatores também estão envolvidos.

Chamada pelos especialistas de hiperpigmentação periorbital, as olheiras ocupam a área abaixo dos olhos, a região mais fina e sensível do rosto. Para a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, os maus hábitos podem contribuir para a produção e o acúmulo de melanina embaixo dos olhos, levando à coloração mais escura.

Segundo a especialista, o envelhecimento também colabora para o desenvolvimento dos círculos, pois a pele da região torna-se mais flácida.

“Para saber qual a melhor forma de tratamento é preciso identificar qual o tipo da alteração”, ensina Paula. Entenda os diferentes tipos:

Olheira pigmentar: “É a olheira causada pelo excesso, na pele, do depósito de melanina, pigmento que dá cor ao tecido. Geralmente, esse tipo de olheira apresenta uma cor amarronzada e costuma aparecer em pessoas de fototipo alto, com tendência genética para o desenvolvimento de olheiras ou com rinite alérgica.”

Olheira estrutural: “Esse tipo de olheira acontece pela presença de goteira lacrimal profunda ou falta de tecido abaixo dos olhos, sendo assim possível visualizar o músculo que está por baixo da pele devido à transparência da pele.” A profundidade gera uma “sombra” que piora ainda mais a olheira.

Olheira vascular: “A olheira vascular é causada pelo acúmulo de hemossiderina ou o aumento de vasos sanguíneos na região. Esse tipo de olheira caracteriza-se por tons azulados, arroxeados ou avermelhados, devido à cor do pigmento sanguíneo, e tendem a aparecer após uma noite de sono ruim, em quem tem hábito de coçar os olhos com frequência ou em pessoas que estão cansadas, além de piorarem com quadros de rinite alérgica, tabagismo e alimentação rica em sal.”

Olheira mista: “É o tipo mais comum de olheira e acontece quando há a soma de um ou mais fatores que causam a alteração, sendo agravadas também por motivos como álcool e noites maldormidas.”

 

Formas de tratamento
O mais indicado para combater o surgimento é manter o sono em dia, claro. Mas vale ainda investir em alimentação balanceada e hidratação com produtos específicos e maquiagem. Se ainda assim os sinais não sumirem ou estiverem causando muito incômodo, o ideal é procurar um dermatologista.

Entre os procedimentos mais usados estão: o preenchimento com ácido hialurônico; a luz pulsada; peeling; e carboxiterapia.

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