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Botox duradouro e mais: 5 inovações do Congresso de Dermatologia

O evento aconteceu recentemente em Boston, nos Estados Unidos, e apresentou novidades empolgantes

atualizado

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Botox
1 de 1 Botox - Foto: iStock

Considerado um dos principais eventos de medicina do mundo, o Congresso Americano de Dermatologia deste ano aconteceu entre os dias 25 e 29 de março em Boston, nos Estados Unidos, e trouxe novidades empolgantes. Um botox de longa duração está entre as principais inovações apresentadas no simpósio, segundo a dermatologista Cristina Salaro.

Ex-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Distrito Federal (SBD-DF), ela foi ao congresso norte-americano ao lado dos também dermatologistas Gilvan Alves e Luanna Caires. Em entrevista ao Metrópoles, a médica citou grandes descobertas que merecem destaque.

Imunomoduladores de uso tópico

“Existe uma classe de medicamentos chamadas de biológicos, são imunomoduladores, muito utilizados no tratamento de doenças como psoríase e dermatite atópica severa. Até agora, eles só podiam ser usados injetados”, disse Cristina. A novidade, de acordo com ela, é que foram lançados biológicos em cremes, permitindo a aplicação tópica, sem necessidade de injeção. “Isso é especialmente interessante no manejo de doenças cutâneas em crianças”, complementou a dermatologista.

Novas versões do botox

Outra boa-nova são as pesquisas no desenvolvimento de novas toxinas botulínicas. “Duas chamam atenção: um botox que faz efeito em 24 horas [a maioria das toxinas hoje traz resultados em apenas 10 dias]”, contou a médica. Ou seja, se a pessoa tiver um compromisso importante no sábado, poderá visitar o dermatologista na sexta-feira tranquilamente, por exemplo.

“A outra pesquisa se refere a uma toxina botulínica que irá durar mais tempo do que os seis meses das já existentes. Essa é uma questão muito importante relacionada à aplicação do botox, conhecido por durar pouco. Assim, uma toxina que dure mais é muito bem-vinda”, disse Cristina, ressaltando que essas novas versões ainda estão em fase de testes e não foram liberadas para comercialização.

Lifting não cirúrgico Ellacor by Cytrellis

Valéria Campos, professora convidada do departamento de dermatologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí e pós-graduada em laser e dermatologia por Harvard, também prestigiou o simpósio e destacou outras novidades, entre elas, a Ellacor — técnica inovadora de lifting facial que não exige cirurgia ou provoca cicatrizes. “Nesse procedimento, pequenos pedaços da pele são removidos, deixando microfuros no local. Conforme esses furos cicatrizam, há a contração da pele, deixando efeito lifting e diminuindo a flacidez”, revelou a médica.

“Desenvolvido por um professor de Harvard, o tratamento dura 30 minutos e é realizado com anestesia local. O tempo de recuperação também impressiona: em um final de semana, já é possível retornar às atividades”, elucidou Valéria. Aprovado nos Estados Unidos, a expectativa é de que chegue em breve no Brasil, de acordo com a especialista.

Dermatologista queridinha das influenciadoras de São Paulo, Clarissa Ritts foi ao congresso ao lado da mãe, a também dermatologista Patrícia Rittes, e fez coro ao discurso de Valéria, elogiando a técnica em seu perfil no Instagram.

Criolipólise injetável Slurry

“O procedimento consiste em uma substância pastosa de glicerol e solução salina que é congelada e injetada no local a ser tratado para eliminar as células de gordura”, explicou Valéria. Ainda sem aprovação da Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador americano, o procedimento entrará na etapa de testes em humanos agora, mas já apresenta bons resultados em animais, com melhora das fibras de colágeno e redução de 55% da camada de gordura após oito semanas de tratamento.

Criomodulação

Desenvolvida por pesquisadores de Harvard no mesmo laboratório em que a famosa criolipólise foi inventada, a tecnologia de criomodulação também elimina gordura por meio da ação do frio. Mas essa está longe de ser a única função do equipamento. “A tecnologia é capaz, por exemplo, de combater manchas na pele, pois reduz a capacidade dos melanócitos de produzir melanina e promove esfoliação do tecido, tornando a pele mais luminosa e com tom homogêneo”, afirmou Valéria.

“Além disso, a criomodulação é capaz de combater processos inflamatórios e diminuir a condição nervosa, podendo ser utilizada para reduzir dores e inchaços em diversas regiões do corpo”, concluiu a especialista. O procedimento já tem aprovação do governo norte-americano e deve chegar em breve no Brasil.

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