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Vida & Estilo

Bebês reborn: psiquiatra explica os riscos de tratá-los como reais

Psiquiatra explica os benefícios emocionais e os riscos envolvidos no uso das bonecas hiper-realistas por adultos, os chamados bebês reborn

07/06/2025 10:25
Reprodução
Bebe reborn

Com traços incrivelmente realistas, cabelos implantados fio a fio, cheirinho de talco e até certidão de nascimento, os bebês reborn têm ganhado espaço não apenas no universo infantil, mas também entre adolescentes, adultos e idosos. Muito mais do que brinquedos, elas se tornaram objetos de afeto, colecionismo e, em alguns casos, ferramentas de enfrentamento emocional.

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“Em contextos específicos, como em lares de idosos, clínicas ou com mulheres que passaram por perdas gestacionais, as bonecas reborn podem ser utilizadas de forma terapêutica e simbólica, ajudando a reorganizar o emocional da pessoa. Elas podem servir como um apoio transitório para a elaboração do luto, da solidão ou da ansiedade”, explica a psiquiatra Luana Dantas, coordenadora do Núcleo Infantojuvenil da Holiste Psiquiatria.

No entanto, o vínculo afetivo com bebês reborn pode ultrapassar os limites do saudável. Segundo a especialista, é importante observar quando o uso se torna um substituto dos vínculos humanos e passa a afetar a vida social e emocional da pessoa. “Quando a boneca deixa de ser um objeto simbólico e começa a ocupar o espaço de uma relação real, impedindo a pessoa de lidar com perdas, frustrações ou de estabelecer conexões com o mundo, isso pode ser um sinal de sofrimento psíquico que merece atenção”, alerta.

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