Após FIV, mulher de 62 anos dá à luz 6º filho; médica explica técnica

A gestação foi resultado da técnica de fertilização in vitro (FIV), que permite mulheres com idades mais avançadas engravidarem

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Foto colorida de uma mulher, um homem e um bebê - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de uma mulher, um homem e um bebê - Metrópoles - Foto: Facebook/Reprodução

Carmelina Alves Albino, de 62 anos, deu à luz sua sexta filha, Miriã Vitória, na segunda-feira (20/10), em São Paulo. A gestação foi resultado da técnica de fertilização in vitro (FIV), que permite mulheres com idades mais avançadas engravidarem.

Miriã Vitória, filha de Carmelina e seu marido Jefferson, nasceu prematura, às 21h47, com 35 semanas e 6 dias. A pequena passou alguns dias na incubadora, recebendo alta logo em seguida. A mãe, por sua vez, ganhou cuidados intensivos e está em recuperação.

Carmelina e Jefferson já são pais de cinco filhos, com idades entre 42 e 22 anos, além de nove netos, entre 19 e quatro anos.

Foto colorida de umas pessoas no hospital - Metrópoles
Jefferson com a esposa e a equipe do hospital

Técnica de fertilização in vitro (FIV)

A gestação de Carmellina foi possível graças à técnica de fertilização in vitro com ovodoação. De acordo com a médica Paula Marin, especialista em reprodução humana, consiste em usar o óvulo de uma doadora jovem, geralmente entre 20 e 30 anos, com boa saúde e exames rigorosamente avaliados.

“Esse óvulo é fertilizado em laboratório com o sêmen do parceiro da paciente ou de um doador. O embrião formado é, então, transferido para o útero da mulher receptora, que será a gestante”, explica a ginecologista e obstetra ao Metrópoles.

Embora o DNA seja da doadora e do parceiro, Paula ressalta que o ambiente uterino também exerce influência sobre o desenvolvimento embrionário por meio da epigenética. Ou seja, o corpo da gestante participa ativamente da formação do bebê.

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A fertilização in vitro (FIV) é a técnica mais popular de reprodução assistida
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Fertilização in vitro (FIV)
FIV: inteligência artificial auxilia na escolha de embriões
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FIV: inteligência artificial auxilia na escolha de embriões

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A fertilização in vitro (FIV) é a técnica mais popular de reprodução assistida
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A fertilização in vitro (FIV) é a técnica mais popular de reprodução assistida

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Fertilização in vitro (FIV)
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Fertilização in vitro (FIV)

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Como acontece o processo

  1. O processo de FIV com ovodoação começa com a coleta dos óvulos da doadora e espermatozoides do parceiro ou doador.
  2. Em laboratório, os embriologistas realizam a fecundação e cultivam os embriões até o estágio de blastocisto, que ocorre por volta do quinto ao sétimo dia.
  3. Após uma seleção dos embriões mais viáveis, eles são transferidos para o útero da receptora, que foi previamente preparado com hormônios para simular o ambiente natural da gestação.

Doação de óvulos

Segundo Paula Marin, a doação de óvulos no Brasil, é permitida apenas entre mulheres maiores de 18 anos e com até 37 anos de idade, conforme atesta o Conselho Federal de Medicina (CFM), por meio da Resolução CFM nº 2.320/2022 (e resoluções anteriores como a 2.294/2021, 2.168/2017).

A doação também deve ser anônima e sem fins lucrativos. A única exceção à regra do anonimato é quando a doação ocorre entre parentes de até quarto grau, como irmãs, tias, sobrinhas ou primas — desde que haja consentimento formal e acompanhamento médico.

Mesmo nesses casos, o CFM exige avaliação ética e genética rigorosa, para evitar riscos de consanguinidade ou conflitos emocionais.

“O CFM recomenda que a receptora tenha preferencialmente até 50 anos. Acima dessa idade, cabe ao médico que está seguindo decidir pela viabilidade, avaliando cada caso individualmente e considerando as condições clínicas de cada mulher e os possíveis riscos obstétricos e neonatais”, elucida Paula ao Metrópoles.

Ilustração de óvulos embrionário - Metrópoles.
Óvulos humanos acumulam menos mutações com a idade

Gravidez depois dos 50 anos

A médica especialista em reprodução humana explica que a gravidez após os 50 anos é, por definição, uma gestação de alto risco. Isso porque aumentam as chances de hipertensão/pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e sangramento, entre outros problemas. Além disso, a recuperação no pós-parto pode ser mais delicada.

“Por isso, é essencial que haja um acompanhamento médico multidisciplinar e que a decisão seja tomada com responsabilidade e consciência. A medicina reprodutiva tem como objetivo ampliar possibilidades, mas sempre com segurança, ética e cuidado.”

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