Alopecia: tricologista explica condição vivida pela mãe de Lucas Lucco
Karina Lucco, mãe do cantor Lucas Lucco, sofre de alopecia areata. Ela deu detalhes do quadro nas redes sociais
atualizado
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Nessa quarta-feira (18/3), Karina Lucco, mãe do cantor Lucas Lucco, publicou um vídeo cortando os cabelos. A educadora física sofre de alopecia areata, condição que afeta os folículos capilares e causa a queda dos fios.
“O processo segue… E dentro desse processo, hoje foi dia de desapegar. Não foi só sobre cortar o cabelo… Foi sobre soltar o que já não faz mais sentido carregar”, escreveu Karina na publicação.
Ao Metrópoles, Ana Carina Junqueira, dermatologista especialista em tricologia, explica que a alopecia alopecia areata é o tipo mais comum de queda de cabelo entre as mulheres e está diretamente relacionada a fatores genéticos e hormonais.
Diferente do padrão masculino, a alopecia nas mulheres costuma se manifestar com a redução da densidade capilar na região central do couro cabeludo e no topo da cabeça.
“Essa condição pode ser desencadeada por diferentes fatores, especialmente situações de estresse emocional significativo ou doenças que geram um alto índice de inflamação no organismo, como covid, dengue, entre outras. Esses gatilhos podem desregular o sistema imunológico, contribuindo para o início ou agravamento do quadro”, afirma Ana Carina.
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Diagnóstico e tratamento
Segundo a tricologista, o diagnóstico deve ser realizado por um dermatologista, por meio da avaliação clínica e de exames como a tricoscopia. Em relação ao tratamento, há diversas abordagens eficazes.
“Em relação ao tratamento, existem diferentes abordagens que podem ser indicadas de acordo com cada caso, incluindo terapias tópicas, medicamentos orais e procedimentos que ajudam a modular a resposta imunológica e estimular o crescimento dos fios”, relata Ana Carina Junqueira.
A dermatologista alerta a importância de entender que a alopecia areata feminina não tem cura, porém, pode ser controlada.
“A alopecia areata incognita não tem uma causa única e seu comportamento pode variar ao longo do tempo, mas, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível controlar a queda, estimular a recuperação dos fios e minimizar os impactos emocionais associados à condição”, conclui.













