Quatro gols: Cristiano Ronaldo fala demais… e joga demais

Diante de mal-estar no Real Madrid, o marrento português desconta o climão em cima do Celta de Vigo, e já deixa tudo certo para a Liga dos Campeões

atualizado

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Helio de la Rubia/Real Madrid/Reprodução
cristiano ronaldo real madrid x celta de vigo
1 de 1 cristiano ronaldo real madrid x celta de vigo - Foto: Helio de la Rubia/Real Madrid/Reprodução

Primeiro, Cristiano Ronaldo recebeu a bola no campo de ataque e, bem antes de entrar na grande área, percebeu o goleiro adiantado no vão entre os dois marcadores, então dali mesmo sentou um chutaço de direita. O segundo não foi muito diferente, também de direita e também de longe, mas agora com todo mundo paradinho para assisti-lo melhor numa cobrança de falta perfeita. O terceiro foi no estilo progressão vertical, em passes costurados com o brasileiro Casimiro e com o espanhol Isco até que ele completasse praticamente em cima da linha de fundo. Por fim, numa cobrança de escanteio pela esquerda, ele voou alto e ligeiro na risca da pequena área para acertar uma testada no canto.

Quatro gols. E cada um de um jeito: chutão de longe, batendo falta, acertando jogadinha em velocidade, completando de cabeça. Cristiano Ronaldo estava em brasas, naquela tarde de sábado no Santiago Bernabéu. Ele tinha feito besteira, sabia muito bem disso, já tinha abordado o tema reservadamente, de portas fechadas, e agora tratava de superá-lo publicamente, de portas abertas.

Pobre Celta de Vigo, que nada, nada tinha a ver com a história. O time aragonês ocupa uma digna sétima posição no Campeonato Espanhol, mas se mantém na linha de fogo de dois adversários muito acima de suas forças. Dia desses, o Celta já tinha sido destruído pelo Barcelona de Lionel Messi, Luisito Suárez & Neymar Jr: 6 x 1 no Camp Nou. Um par de semanas mais tarde, agora o Real Madrid aplica-lhe implacáveis 7 x 1, um placar à altura de Luiz Felipe Scolari & Carlos Alberto Parreira.

Tanto num jogo quanto no outro, o Celta conseguiu equilibrar as ações durante o primeiro tempo, antes de ser atropelado com requintes de crueldade ao longo da segunda etapa. Diante do Barcelona, segurou o placar em 1 x 1 até os três amigos resolverem rachar para dentro. Diante do Real, esteve melhor por largos minutos, até a bola começar a chegar naquele tal de Cristiano Ronaldo.

Helio de la Rubia/Real Madrid/Reprodução
Amigos novamente: clima arejado para a Liga dos Campeões

 

A primazia de Ronaldo

Se a goleada do Barcelona sobre o Celta representa até este momento o ápice do drive ofensivo e da força poética de um futebol essencialmente coletivo, a goleada do Real sobre o Celta pode ser entendida como a reiteração do poder de fogo de um atleta fora de série. Recapitulando…

Cristiano Ronaldo, dia desses, tinha sido espezinhado numa entrevista coletiva. Perguntaram para ele o que achava da aparente amizade e da inegável troca de gentilezas em campo entre Messi, Suárez e Neymar. Ronaldo fez aquela carinha de contrariado e respondeu dizendo não ser obrigado a ficar amigo de ninguém ali no Real Madrid, eles têm que se entender durante os treinos e os jogos apenas.

Então veio a derrota no clássico de Madri para o Atlético (0 x 1), há uma semana, derrota dentro do Bernabéu, derrota a custar para o Real qualquer chance sólida de título espanhol. Ronaldo, novamente com aquela carinha de contrariado, lamentou aos repórteres que os demais jogadores do time não estejam no nível dele próprio, Cristiano Ronaldo.

Era a frasezinha desajeitada que a imprensa espanhola (e não só ela, né?) precisava para dar um gás na permanente fogueira de vaidades chamada Real Madrid. Talvez por conta própria, talvez intimado pelo técnico Zinedine Zidane, que está lá para isso mesmo, o esquentadinho português não tardou a se explicar melhor para a imprensa. E teve, no vestiário, uma reunião com os colegas de trabalho.

Não era bem aquilo que ele quis dizer. Ele acha uma pena apenas que os demais jogadores do time não estejam – fisicamente – no nível dele próprio, entende?… Bem, como nenhum jogador do Real Madrid está realmente no nível físico, técnico e egóico de Cristiano Ronaldo, todo mundo engoliu em seco e levou adiante. Quatro gols ajudam um bocadinho.

Afinal, amanhã, terça-feira, o Real Madrid já recebe a Roma para a segunda e derradeira partida pelas oitavas de final da Liga dos Campeões. Como o título espanhol virou apenas probabilidade estatística, vale ao Real buscar um prêmio de consolação que não lhe seria nada mal. Este duelo com a Roma está muito bem encaminhado: vitória por 2 x 0, na primeira partida, lá dentro do Estádio Olímpico. Os gols foram de Jesé Rodríguez e… adivinhe de quem mais?

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