Conseguirá o azarão Leicester City de fato conquistar a Premier League?

Esqueça o Manchester United. Deixe quieto o Chelsea. Desde que a Premier League foi criada, em 1992, esses dois clubes conquistaram 17 dos 23 canecos da primeira divisão inglesa. Desta feita, no entanto, não vai dar pé para os favoritos de sempre. Disputadas 25 de suas 38 rodadas, a Premier League tem na sua liderança […]

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Esqueça o Manchester United. Deixe quieto o Chelsea. Desde que a Premier League foi criada, em 1992, esses dois clubes conquistaram 17 dos 23 canecos da primeira divisão inglesa. Desta feita, no entanto, não vai dar pé para os favoritos de sempre.

Disputadas 25 de suas 38 rodadas, a Premier League tem na sua liderança o Leicester City. Até há pouco, todos ainda estavam muito blasé por lá quanto às reais chances de um time azarão, um clube mediano que há exatinho um ano lutava para não ser rebaixado, conquistar a mais milionária e disputada liga nacional do planeta.

Todos ainda estavam muito blasé até a semana passada. Quando o Leicester foi visitar o Manchester City e saiu do Etihad Stadium com 3 x 1 sobre o esquadrão novo-rico. Três, fora o baile. Na rodada de amanhã, domingo, o Leicester visita o Arsenal, terceiro colocado, no Emirates Stadium. Arsène Wenger não dorme esta noite.

(A ESPN anuncia transmissão a partir das 10h, horário de Brasília. Na sequência ainda tem Manchester City x Tottenham, reunindo as outras equipes que formam o grupo dos quatro primeiros na classificação.)

Arsène Wenger sabe que seu time, o Arsenal, está cinco pontos atrás do Leicester e qualquer perspectiva real de título passa por uma vitória contra o rival direto dentro de sua casa. Manuel Pellegrini, futuro ex-técnico do Manchester City, que vai esquentando lugar pro Pep Guardiola, com certeza tinha planos parecidos há uma semana. Já ficou para trás.

Ninguém segura Jamie Vardy: 18 gols na Liga Inglesa *Divulgação*
Ninguém segura Jamie Vardy: 18 gols na Liga Inglesa *Divulgação*

 

Catenaccio, contragolpe veloz, pontaria precisa

Claudio Ranieri, treinador do Leicester, é figurinha carimbada no futebol europeu. Passou por Juventus de Turim e Inter de Milão. Dirigiu a Grécia aqui na Copa do Mundo de 2014. Nesta sua primeira temporada na Inglaterra, está a repetir no time inglês uma fórmula não muito distante do catenaccio, aquela desenxabida retranquinha à italiana. Executada à perfeição.

Na frente da área, um ônibus estacionado, como diria José Mourinho. Duas linhas de quatro homens, constante ocupação territorial e marcação por espaços a cada investida adversária. Assim que um dos defensores dá o bote e toma a bola, a transição para o ataque segue ligeira. Sem toquinho no meio de campo, apenas dois ou três passes verticais até a grande área oposta.

Assim, por escrito, soa bonito, limpinho e eficiente, não? Mas para que este anti-tiki-taka funcione na prática, bem, Ranieri conseguiu juntar alguns elementos fundamentais. Passa pelo preparo físico e pela absoluta disciplina tática. Passa pela consciência geral das limitações da equipe, e não apenas a consciência de seu grupo de jogadores, também a de seus cartolas e a de seus torcedores. Jogar em contra-ataques, de certa forma, é um pouco engolir aquele orgulhozinho barcelonista de se achar o maioral em campo e querer ser o senhor das ações. E agora, com o time encarando cada rodada como uma final, Ranieri tem descrito como “elétrico” o ambiente do vestiário.

Sem muito para investir, Claudio Ranieri tinha feito apenas contratações cirúrgicas como o experiente zagueiro alemão Robert Huth (ex-Chelsea) e o pouco badalado volante francês N’Golo Kanté (ex-Caen). A dupla atacante Ryiad Mahrez e Jamie Vardy, por exemplo, já estava no clube. Eles formam hoje o coração ofensivo dos Foxes. A equipe marcou 47 gols em 25 jogos.

Depois de gramar por times de zero expressão, da quinta e da sétima divisões inglesas, Vardy foi contratado em 2012 pelo Leicester. Foi herói na conquista da segunda divisão na temporada 2013/2014. E Vardy, aos 28 anos, pode ser entendido hoje como a máxima expressão do momento formidável de sua equipe. Ele tem sido convocado para a Seleção Inglesa e, esta semana, saiu a notícia de que seu avatar no joguinho Fifa-2016 foi revisto e ampliado.

O bonequinho do Jamie Vardy agora está fazendo coisas que antes não fazia. Tipo chutar de primeira uma bola quicando na boca d’área. Sabe como?

https://www.youtube.com/watch?v=Z9ZwHix7pXw

 

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