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A contabilidade de Neymar Jr e os riscos do drible

Acompanhar Neymar Jr dentro das quatro linhas nunca foi fácil. Agora está ficando difícil de acompanhá-lo fora de campo também. As movimentações financeiras em torno do jogador, naquele momento em que saiu do Santos e chegou ao Barcelona, em 2013, têm sofrido uma devassa nos dois lados do Atlântico.

06/02/2016 15:49
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REPRODUÇÃO
A contabilidade de Neymar Jr e os riscos do drible

Acompanhar Neymar Jr dentro das quatro linhas nunca foi fácil. Agora está ficando difícil de acompanhá-lo fora de campo também. As movimentações financeiras em torno do jogador, naquele momento em que saiu do Santos e chegou ao Barcelona, em 2013, têm sofrido uma devassa nos dois lados do Atlântico.

Após dois anos de investigações, o Ministério Público Federal chegou à conclusão de que o jogador, seu pai-e-empresário Neymar da Silva Santos e dois ex-presidentes do Barcelona, Josep Maria Bartomeu i Floreta e Sandro Rosell, teriam agido de má fé. Os quatro teriam ocorrido nos crimes de falsidade ideológica e sonegação de impostos. Em linhas gerais, o Barcelona teria pago por Neymar mais do que o oficialmente declarado à época.

Por isso o Ministério Público apresentou uma denúncia à Justiça Federal. Denúncia que foi rejeitada, há um par de dias, pelo juiz federal Mateus Castelo Branco Firmino da Silva. O Ministério Público recorrerá da decisão. Enquanto isso, segue seu curso um processo administrativo para apurar o pagamento de impostos.

Acusações semelhantes têm pesado na Espanha sobre Lionel Messi, companheiro de Neymar Jr no Barcelona e no pop estrelato do futebol internacional. Colega de ambos no Barça, mas bem menos célebre no mundo pop, Javier Mascherano foi condenado, em janeiro, a um ano de detenção por fraude fiscal. Para não ser preso e poder continuar com a carreira, Masche vai ter que pagar uma multa pesada.

Messi: apuros com o Fisco espanhol *Divulgação*
Messi: apuros com o Fisco espanhol *Divulgação**

Pai patrão
Tanto no caso de Messi quanto no de Neymar, aparentemente as conclusões se encaminham para responsabilizar não os atletas, mas seus pais-e-empresários. O que não deixaria de ser uma saída interessante para todos os envolvidos, vale admitir.

Assim como Messi e Neymar não inventaram a bola, estão longe de serem os primeiros multimilionários a se verem enredados pelo Fisco. Para citar um exemplo célebre e acima de qualquer suspeita, John Lennon morava em Nova York porque os impostos sobre grandes fortunas no Reino Unido meio que o empurraram para fora do país. Pela mesma razão e nessa mesma época, início dos anos 1970, os Rolling Stones foram se exilar na França.

E vale lembrar que o Barcelona, na época das transações de Messi e Neymar, era presidido pelo controverso Sandro Rosell. Ele também está sob investigação do Ministério Público Federal. O dirigente catalão estaria envolvido em sociedade com Ricardo Teixeira, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, na organização do amistoso entre Brasil e Portugal, em 2008, no estádio do Bezerrão.

Sandro Rosell não parece ser a melhor das companhias, o melhor dos conselheiros para Lionel Messi e Neymar Jr, não…

Quer um craque de bola e alguém por quem torcer? Vá em frente. O Barcelona de Messi, Suarez & Neymar está arrebentando, dia desses meteu sete no Valencia e domingo deve meter mais uns tantos no Levante. Bonito demais de se ver jogar. Mas se estiver precisando de um ídolo e de um modelo de conduta, favor buscar em outro campo de interesse.