Volta às aulas segura depende de testagem de 75% dos alunos, diz estudo

Pesquisa britânica desenhou cenários possíveis para que o retorno às escolas não provoque uma segunda onda de Covid-19 no Reino Unido

atualizado

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imagem colorida de carteira escolar em sala de aula
1 de 1 imagem colorida de carteira escolar em sala de aula - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A reabertura das escolas tem dividido opiniões de pais e professores. Um estudo britânico publicado na segunda-feira (3/7), na revista científica The Lancet Child & Adolescent Health, afirma que é necessário fazer testes em larga escala entre os estudantes com sintomas da doença e rastrear os contatos próximos a eles para evitar o aumento exponencial de novos casos de Covid-19 com a volta às aulas.

Pesquisadores da University College London (UCL) e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (LSHTM) usaram um modelo matemático com base em dados demográficos e epidemiológicos do Reino Unido para prever o impacto das possíveis estratégias para reabrir escolas em setembro, em combinação com diferentes suposições sobre o relaxamento das medidas de distanciamento físico e a ampliação dos testes.

No cenário de reabertura com a volta às aulas integral, 75% dos indivíduos com sintomas deveriam ser testados e 68% das pessoas ligadas a eles rastreados. No caso da retomada parcial, com estudantes frequentando as escolas em grupos alternados, o percentual necessário de testagens dos sintomáticos cai para 65% se for possível rastrear 68% dos contatos.

Caso os gestores não consigam rastrear mais do que 40% dos contatos, os pesquisadores afirmam que o foco nos estudantes com sintomas deve ser maior: de 87% onde a volta às aulas for integral e 75% quando for parcial.

De acordo com o estudo, sem esses níveis de testagem e rastreamento, a reabertura integral das escolas em setembro e o relaxamento gradual das medidas de isolamento social provavelmente provocarão uma segunda onda de infecções da Covid-19 no Reino Unido, com pico em dezembro de 2020. Se a volta às aulas acontecer de forma parcial, o pico de novos casos pode ser empurrado para fevereiro de 2021.

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