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Versão mais leve da dieta mediterrânea reduz risco de diabetes em 31%

Estudo espanhol mostra que ajustes simples no padrão mediterrâneo podem ajudar a prevenir a diabetes tipo 2 em populações de risco

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Salada de berinjela assados e tomates frescos - Metrópoles - dieta mediterranea
1 de 1 Salada de berinjela assados e tomates frescos - Metrópoles - dieta mediterranea - Foto: Getty Images

Tradicionalmente associada à boa saúde do coração, a dieta mediterrânea mostrou benefícios também na prevenção da diabetes tipo 2. Um estudo publicado na revista Annals of Internal Medicine, em 26 de agosto, mostrou que adotar o padrão alimentar em uma versão com menos calorias, aliado à prática de atividade física e ao controle de peso, pode reduzir em até 31% o risco de desenvolver a doença metabólica crônica.

A pesquisa faz parte do projeto Predimed-Plus, liderado pela Universidade de Navarra, na Espanha, e considerado o maior ensaio clínico sobre nutrição já conduzido na Europa. O trabalho envolveu cerca de 200 cientistas de 22 universidades e hospitais e foi realizado em aproximadamente 100 centros de atenção primária do sistema público de saúde espanhol.


Diabetes tipo 2

  • A diabetes tipo 2 é uma doença crônica marcada pela resistência à insulina e pelo aumento dos níveis de glicose no sangue.
  • Mais comum em adultos, a condição está frequentemente relacionada à obesidade e ao envelhecimento.
  • Entre os principais sintomas estão sede excessiva, urina frequente, fadiga, visão embaçada, feridas de cicatrização lenta, fome constante e perda de peso sem causa aparente.
  • O tratamento envolve medicamentos para controlar a glicemia e, em alguns casos, aplicação de insulina.
  • Mudanças no estilo de vida, como perda de peso, alimentação equilibrada e prática regular de exercícios, são essenciais para o controle da doença.

Alimentação equilibrada e rotina ativa

O estudo acompanhou por seis anos 4.746 adultos com idades entre 55 e 75 anos, todos com sobrepeso ou obesidade e síndrome metabólica, mas sem histórico de doenças cardiovasculares ou diabetes. Os participantes foram divididos em dois grupos.

Um deles seguiu uma dieta mediterrânea com redução de calorias — cerca de 600 a menos por dia —, combinada a exercícios moderados, como caminhadas rápidas e treinos de força e equilíbrio, além de receber acompanhamento profissional. O outro grupo manteve a dieta mediterrânea tradicional, sem restrição calórica ou orientação sobre atividade física.

Os resultados mostraram que quem adotou o plano mais leve e ativo perdeu mais peso, reduziu a circunferência da cintura e teve menor incidência de diabetes tipo 2. Em média, os voluntários desse grupo perderam 3,3 kg e 3,6 cm de cintura, enquanto os do grupo de controle reduziram as medidas em apenas 0,6 kg e 0,3 cm, respectivamente. Na prática, isso significou a prevenção de três novos casos de diabetes a cada 100 participantes.

Foto de uma nutrição equilibrada para dieta mediterrânea. Variedade de ingredientes alimentares saudáveis ​​para cozinhar em uma mesa de cozinha - Metrópoles
Boa parte da composição da dieta mediterrânea é feita de vegetais, frutas, cereais e peixes

Estilo de vida como ferramenta de prevenção

De acordo com os autores do estudo, os resultados reforçam o papel das mudanças sustentáveis no estilo de vida como forma de prevenção.

“A dieta mediterrânea, combinada à redução calórica e à atividade física, mostrou-se uma ferramenta eficaz e acessível para evitar a diabetes tipo 2 em populações de risco”, afirmou Miguel Ruiz-Canela, professor da Universidade de Navarra e primeiro autor do estudo, em comunicado.

O estudo também confirmou que a dieta mediterrânea — rica em azeite de oliva, frutas, legumes, grãos integrais, peixes e nozes — melhora a sensibilidade à insulina e reduz a inflamação, fatores diretamente ligados ao desenvolvimento da doença.

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