Vem aí o bife 3D. Saiba como será a carne que comeremos no futuro

A tecnologia ainda está em fase de testes mas, caso dê certo, será boa para o meio ambiente e para a saúde do corpo humano

Lukas Budimaier, UnsplashLukas Budimaier, Unsplash

atualizado 16/05/2019 14:55

A empresa Cargill anunciou, na terça-feira (14/05/2019), um aporte financeiro de US$ 12 milhões na startup israelense Aleph Farms, pioneira no desenvolvimento de carnes feitas em laboratório. O investimento financiará o desenvolvimento de um bife 3D, que deve chegar ao mercado em até cinco anos. O objetivo da multinacional é pesquisar alternativas para o futuro – próximo – em que haverá escassez de proteínas animais.

De acordo com as informações disponíveis no site da Aleph Farms, o processo para fabricação da carne 3D consiste em recriar, em laboratório, vários tipos de células animais e, depois, juntá-las para reproduzir a textura da carne de verdade. A tecnologia é baseada no processo de regeneração dos tecidos musculares de bovinos e, no laboratório, as células são isoladas e cultivadas.

O bife 3D pode ajudar a reduzir o impacto ambiental da produção de carne e garantir maior bem-estar ao animal porque não seria necessário abatê-lo para o consumo. Por fim, a carne de laboratório também seria mais segura, pois estaria livre das doenças que acometem os animais.

Além da parceria com a Aleph Farms, a Cargill mantém outros projetos no segmento de proteínas alternativas. Desde 2017, a empresa vem pesquisando e desenvolvendo carnes cultivadas em laboratório. A multinacional também investe na produção de proteínas à base de vegetais.

(Com informações do Valor Econômico)

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