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Saúde

Marcadores encontrados na urina podem ajudar no diagnóstico do autismo

Cientistas do Instituto Butantan identificaram biomarcadores que poderão ajudar a diagnosticar o transtorno do espectro do autismo (TEA)

02/04/2024 19:58
Getty Images
Pote de exame de urina - Metrópoles

Biomarcadores encontrados em amostras de urina de pessoas com transtorno do espectro do autismo (TEA) podem auxiliar no desenvolvimento de métodos complementares de diagnóstico e acompanhamento do quadro. A descoberta foi feita por pesquisadores do Instituto Butantan.

Em um artigo publicado no

Biomarkers Journal

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, em abril de 2023, os cientistas registraram diferenças encontradas na concentração total de proteínas e aminoácidos presentes na urina de indivíduos com autismo e de pessoas sem o transtorno.

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Diferentes abordagens têm sido estudadas para facilitar o diagnóstico do autismo e para entender a evolução dos pacientes.

De acordo com os autores do estudo, liderado pela pesquisadora Nádia Isaac da Silva, uma das vantagens de trabalhar com biomarcadores na urina é a facilidade da coleta, que pode ser feita em casa pelos próprios pais ou indivíduos.

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Alterações na urina de pessoas com autismo

Os cientistas analisaram amostras de 44 crianças com idades entre 3 e 10 anos. Vinte e duas delas tinham o diagnóstico de transtorno do espectro do autismo e as demais, 22 crianças, eram neurotípicas.

Os testes apontaram alterações nas quantidades dos aminoácidos arginina, glicina, leucina, treonina, ácido aspártico, alanina, histidina e tirosina na urina das crianças com autismo. De acordo com os pesquisadores, os níveis diferenciados podem estar relacionados a sinais observados em pessoas com TEA.

Por exemplo, durante a formação do feto ou no período pós-natal, quando os receptores de neurotransmissores estão em desenvolvimento, o desequilíbrio de aminoácidos pode tornar o cérebro vulnerável à superestimulação. Outra hipótese é que as alterações levem ao desenvolvimento de comorbidades, como transtornos gastrointestinais.

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De acordo com o pesquisador Ivo Lebrun, do Laboratório de Bioquímica e Biofísica do Butantan, o desequilíbrio da microbiota intestinal é uma característica recorrente nos pacientes com autismo, que leva à inflamação do sistema digestivo. Isso faz com que alguns alimentos, como derivados do leite e produtos com glúten, em geral, não sejam bem tolerados por eles.

“O autismo é um espectro de alta complexidade, influenciado por vários fatores. Da mesma forma, o seu acompanhamento deve ser multidisciplinar: terapias comportamentais, psicoterapia e nutrição, por exemplo, são práticas que visam a melhoria e controle do quadro”, afirmou o pesquisador, em comunicado à imprensa. (Com informações da Agência Fapesp)

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