Menopausa: entenda o tratamento sem hormônio que pode reduzir fogachos
Se aprovado pela FDA, o medicamento pode levar cerca de um ano e meio para chegar ao Brasil. Saiba como ele age
atualizado
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A menopausa traz uma série de sintomas que impactam a qualidade de vida das mulheres, e os fogachos estão entre os mais incômodos. Um novo medicamento não hormonal surge como alternativa para aliviar esses desconfortos, oferecendo uma opção diferente dos tratamentos tradicionais.
Caso seja aprovado pela agência reguladora norte-americana, a Food and Drug Administration (FDA), a expectativa é de que ele possa chegar ao Brasil cerca de 1 ano e 6 meses depois, considerando o tempo de análise pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Como acontece a menopausa?
- A menopausa não ocorre de forma abrupta. A transição é gradual e pode durar entre cinco e 10 anos, dependendo do organismo de cada mulher.
- Durante esse período, os ovários começam a diminuir a produção de estrogênio e progesterona, hormônios fundamentais para a regulação do ciclo menstrual e de várias funções do corpo.
- A perimenopausa é a fase que precede a menopausa e é marcada por ciclos menstruais irregulares, além de sintomas como ondas de calor e mudanças de humor.
Como o medicamento age no corpo?
A nova droga, desenvolvida pela farmacêutica Bayer, usa o princípio ativo elinzanetant. Diferentemente das opções já existentes, o medicamento não usa hormônios. Ele age bloqueando dois receptores no cérebro (NK-1 e NK-3) que influenciam a regulação da temperatura corporal.
Nos testes de fase 3, o remédio mostrou que pode reduzir a frequência e a intensidade dos fogachos (as ondas de calor) em 12 semanas. Isso acontece porque ele atua nos neurônios sensíveis ao estrogênio que, com a queda hormonal da menopausa, ficam desregulados e provocam ondas de calor. Além disso, os estudos indicaram melhora na qualidade do sono.
O medicamento está em análise pela agência reguladora dos Estados Unidos, a FDA. A previsão é que o uso seja aprovado no segundo semestre de 2025 nos EUA e na Europa.
“Acreditamos que essa inovação pode melhorar o atendimento às pacientes e acelerar o acesso a novos medicamentos”, afirmou Christine Roth, vice-presidente da Bayer, em entrevista ao Metrópoles.
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