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Saúde

Técnica de edição de genes reverte cegueira de duas pessoas nos EUA

Pacientes agora podem ver cores e silhuetas, além de reconhecer membros da família pela primeira vez desde a infância

30/09/2021 17:44, atualizado 30/09/2021 18:23
Reprodução/Facebook
Carlene Knight

Uma pesquisa feita na Oregon Health & Science University, nos Estados Unidos, conseguiu reverter parte da cegueira de dois pacientes.

Michael Kalberer, 43 anos, e Carlene Knight, 54 anos, têm Amaurose Congênita de Leber (LCA), uma doença genética rara que faz com que estruturas presentes nos olhos não funcionem corretamente. Alguns dos pacientes com a condição são cegos desde o nascimento, e outros perdem a visão ao longo dos anos, o que aconteceu com ambos.

Os dois possuem uma versão da doença causada por defeito no gene CEP290. O tratamento consistiu em inserir bilhões de vírus carregando uma tecnologia chamada CRISPR nos olhos dois pacientes.

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Edição de genes

Os vírus levaram uma espécie de editor de genes para dentro dos olhos dos pacientes, com o objetivo de cortar a mutação genética das células, induzindo o organismo a produzir novos genes. As incisões foram feitas apenas em um olho, a princípio.

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Dos sete participantes, apenas Michael e Carlene tiveram bons resultados até o momento. Os dois agora são capazes de enxergar cores e silhuetas, além de conseguir reconhecer alguns membros da família.

“Eu pude ver as cores das luzes da pista de dança mudarem, e as identifiquei com meus primos, que estavam dançando comigo. Foi um momento muito divertido e feliz”, conta Michael à National Public Radio.

Carlene ficou tão feliz por poder ver as cores que decidiu pintar os cabelos de verde, seu tom preferido.

A capacidade de enxergar as silhuetas também ajuda os dois no dia a dia, já que agora são capazes de ver a própria comida e os talheres. “Essas pequenas mudanças são muitíssimo significantes para mim”, explica Michael.

Com o sucesso do experimento, os pesquisadores já receberam autorização para testar a tecnologia em mais pessoas e verificar se os benefícios podem ser multiplicados.